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ZERO junta-se a mais de 100 organizações da sociedade civil e apela à não assinatura do CETA

No próximo dia 18 de Outubro está agendado um Conselho Europeu do Comércio com o intuito de ratificar o tratado comercial entre a União Europeia e o Canadá, conhecido como CETA.

Existem profundas preocupações com os direitos especiais que serão concedidos às grandes empresas estrangeiras, bem como com a diminuição da soberania dos Estados e da própria UE para poder legislar em prol do ambiente, dos trabalhadores e da saúde humana, entre vários outros aspetos.

A Áustria tem sido um dos países que mais tem questionado os benefícios do acordo e tem estado ao lado da defesa dos interesses dos cidadãos e dos trabalhadores.

Hoje, várias organizações da sociedade civil europeia e canadiense enviaram uma carta demonstrando o total apoio à Áustria e apelando a que mantenha a oposição à assintaura deste acordo e à sua aplicação provisional (aplicação parcial mesmo antes do acordo comercial ser debatido nos parlamentos nacionais de cada estado-membro).

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Estas 107 organizações sublinham que:

– 3,5 milhões de cidadãos, de todos os 28 Estados-membros, assinaram e apoiam a iniciativa europeia contra o CETA e o TTIP;

– A Confederação Europeia dos Sindicatos, que representa 45 milhões de trabalhadores em toda a Europa, confirmou a sua oposição ao CETA;

– O Sindicato Europeu dos Serviços Públicos, que representa 8 milhões de trabalhadores, rejeita o CETA devido às ameaças que o mesmo coloca aos serviços públicos;

– Os parlamentos nacionais e regionais da Bélgica, França, Eslovénia, Luxemburgo, Hungria, Holanda, Bulgária e Roménia, levantaram preocupações sérias em relação ao CETA, o que poderá bloquear a ratificação do acordo a nível nacional.

A ZERO lamenta que o Governo português apresente uma postura de deslumbramento e de apoio incondicional em relação a um acordo contestado por tantos setores diferentes da sociedade, e mesmo por outros partidos socialistas europeus, e que não mostre uma postura mais aberta de ouvir e refletir sobre as críticas.

Conheça aqui o conteúdo da carta enviada.

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