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Foto: Paulo Magalhães

Alterações climáticas, energia e mobilidade no século XXI

As alterações climáticas são um dos maiores problemas que a humanidade enfrenta no século XXI. E porquê? A queima de combustíveis fósseis como o petróleo, o carvão e o gás natural, resulta em enormes emissões de dióxido de carbono, o principal gás de efeito de estufa, trazendo uma pesada fatura a pagar: aquecimento global e consequentes alterações climáticas. Simultaneamente, a desflorestação à escala planetária impede que o carbono em excesso na atmosfera possa ser removido.

Desde a década de 1950, muitas das mudanças observadas não têm precedentes ao longo de décadas a milénios. A atmosfera e o oceano têm aquecido, a quantidade de neve e gelo tem diminuído, o nível do mar subiu, e as concentrações de gases de efeito estufa aumentaram. Cada uma das três últimas décadas tem sido sucessivamente mais quente na superfície da Terra do que qualquer década anterior desde 1850. No Hemisfério Norte, 1983-2012 foi provavelmente o período de 30 anos mais quente dos últimos 1400 anos. O ano de 2015 fica na história, como ano mais quente desde que há registos, tendo mesmo ultrapassado o valor de aumento de temperatura de 1ºC, em relação à era pré-industrial.

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Foto: Paulo Magalhães

Um dos principais impactos das alterações climáticas é a subida do nível do mar que, à escala mundial, pode atingir um metro no ano 2100. Para Portugal especificamente, o pior cenário prevê uma subida da temperatura média anual de 7 graus Celsius entre 2081-2100, em comparação com os dados registados no período de 1986-2005. A precipitação também irá sofrer alterações significativas, com um decréscimo de 15% até 2100 nos meses de Outono/Inverno, em compar ação com os valores médios de 1986-2005. Na Primavera/Verão a precipitação diminuirá 25%.

 

5 FACTOS SOBRE AS ALTERAÇÕES CLIMÁTICAS E ENERGIA

1 Cada português emite em média 6,5 toneladas de dióxido de carbono equivalente (CO2) por ano; um habitante dos Estados Unidos da América e da China emite 17,5 ton CO2/ano e 6,2 ton CO2/ano, respetivamente.
2 74% da energia consumida em Portugal ainda depende do exterior. A dependência energética tem diminuído em parte, pelo aumento da produção de energia renovável (nacional).
3 26% das emissões de gases com efeito de estufa em Portugal provém do sector dos transportes, em particular devido ao transporte rodoviário individual.
4 25% da energia consumida em Portugal é proveniente de fontes renováveis. A biomassa continua a ser a maior fonte de energia renovável (45%). A energia elétrica hídrica (barragens) aparece em segundo lugar (26%), com a energia eólica já com um contributo muito próximo, na ordem dos 20%.
5 Em 2014, 63% do consumo de eletricidade foi assegurado por fontes renováveis. Em 2015 esse valor foi de 50% devido à menor produção de hídrica.

 

QUAL O PAPEL/INTERVENÇÃO DA ZERO NESTA ÁREA?

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Foto: Paulo Magalhães

A ZERO tem por objetivos nesta área:

– promover uma descarbonização da economia portuguesa, apostando nos recursos endógenos e renováveis, procurando que Portugal tenha em 2030 e 2050, 100% de energia elétrica e 100% de energia no seu total, respetivamente, asseguradas por fontes renováveis.

– assegurar que, em 2050, há um balanço entre emissões antropogénicas de gases com efeito de estufa e os sumidouros de carbono no país.

– remover a subsidiação dos combustíveis fósseis em Portugal e promover uma fiscalidade verde que penalize mais as emissões de carbono.

– promover uma mobilidade mais sustentável ao apostar na valência elétrica e nos modos suaves como o uso de bicicleta, preparando as cidades e as pessoas para este desafio.

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Foto: Paulo Magalhães

– concertar-se com organizações não governamentais europeias e internacionais para, no contexto da União Europeia e das Nações Unidas, influenciar os Estados a promoverem um política exigente na redução das emissões de gases com efeito de estufa, aumento da eficiência energética e aposta nas energias renováveis, num quadro de desenvolvimento sustentável.