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Reunião de líderes mundiais a 12 de dezembro, 3ª feira, também com a presença do Primeiro-Ministro e do Ministro do Ambiente

 

A Cimeira Um Planeta

Fazendo a ponte entre as negociações climáticas da Conferência das Nações Unidas (COP23) realizada em Bona, sob a presidência de Fiji e a COP24 em 2018, na Polónia, a Cimeira Um Planeta (One Planet Summit), a 12 de dezembro em Paris, será uma oportunidade para comemorar o 2º ano do Acordo de Paris com Chefes de Estados e de Governo, não apenas com palavras e cerimónias, mas desencadeando uma ação climática ampliada por todos os atores, com protagonismo para os países participantes.

Esta Cimeira de alto nível, dinamizada pelo Presidente Francês, Emmanuel Macron, contará também com a presença do Secretário-Geral das Nações Unidas, António Guterres e do Presidente do Banco Mundial, Jim Yong Kim, representando as duas outras organizações co-organizadoras do encontro a par do Governo Francês.

A Cimeira que decorrerá entre as 9h e as 19h, horas de França, terá quatro painéis de discussão dedicados ao financiamento para a ação nas alterações climáticas, os negócios sustentáveis, a ação local e regional pelo clima e as políticas para uma transição ecológica inclusiva.

Por Portugal estará representado pelo Ministro do Ambiente, João Matos Fernandes e pelo Primeiro-Ministro, António Costa, que fará uma intervenção durante a tarde. A ZERO foi convidada a participar na Cimeira pelo Governo Francês e será representada pelo Presidente da Direção, Francisco Ferreira.

O apelo da ZERO

Estando as questões climáticas no topo da atualidade, a Cimeira Um Planeta pode gerar uma “onda fijiana” para o Diálogo Talanoa de 2018 adotado na COP23 e definir um tom ambicioso para 2018. O próximo ano será marcado por muitos momentos importantes, como as reuniões do G20, do G7, a Cimeira Global de Ação Climática em São Francisco e a COP24, onde os países deverão decidir aumentar os compromissos até 2020. A Cimeira Um Planeta pode dar um impulso ao ano que vem, colocando na mesa, novas e concretas soluções de financiamento público e privado, ambos críticos para uma ambiciosa ação climática.

A Cimeira pode demonstrar que os fluxos financeiros na economia real estão a passar dos combustíveis fósseis para a energia renovável. No entanto, esta mudança deve acontecer a uma taxa muito mais rápida para se alinhar com os objetivos do Acordo de Paris, e deve ser complementada por maiores esforços financeiros para apoiar as comunidades vulneráveis. Os governos têm a responsabilidade de aderir a essa mudança agora e no próximo ano, comprometendo-se a fortalecer sua ambição e compromissos até 2020.

É fundamental considerarmos que:

  • A única maneira de celebrar o 2º aniversário do Acordo de Paris é honrar o seu mandato.

A melhor maneira de celebrar o 2º aniversário do Acordo de Paris é que a comunidade internacional honre o seu mandato, intensificando a ação e aumentando o financiamento para construir economias resilientes carbono zero em todo o mundo.

  • A transformação está a acontecer

As empresas, os bancos, as cidades e os governos que se reencontram novamente dois anos após a assinatura histórica do Acordo de Paris para prometer e investir na redução de emissões dá esperança de que a transição para energia renovável está em curso e é irreversível. Mas precisamos de uma ação mais rápida e ambiciosa. Todos os países e atores devem intensificar o seu esforço e comprometer-se a investir em impulsionar todos os setores da economia com energia renovável.

  • É necessária uma ação mais rápida e mais ambiciosa para cumprir os objetivos do Acordo de Paris

Mais ação e mais célere, especialmente pelos governos, é necessária para proteger as comunidades vulneráveis em todo o mundo contra o aquecimento global que exceda os 1,5 ° C. Os países devem direcionar imediatamente o financiamento para aqueles que precisam de lidar com os impactos das mudanças climáticas e não investirem dinheiro em combustíveis fósseis

  • Não há tempo nem dinheiro a desperdiçar

Para as pessoas que sentem as consequências das alterações climáticas, das Filipinas a Porto Rico, a cada minuto, cada cêntimo, cada fração de aumento do aquecimento é já uma questão de vida e morte. A ciência diz-nos que a trajetória de emissões deve curvar-se para baixo até 2020 para mantermos em níveis seguros de aquecimento. Isso significa que esta reunião e outros que se aproximam, reunindo governos e outras partes interessadas, devem marcar o fim da era dos combustíveis fósseis.

  • Os impactos nas alterações climáticas afetam apenas os mais vulneráveis e são um crescente risco financeiro para investidores e governos

Os impactos climáticos não são apenas sentidos pelas comunidades vulneráveis. Os impactos físicos das alterações climáticas estão a aumentar cada vez mais os riscos financeiros para investidores e governos em todo o mundo. A única solução é acelerar a redução das emissões, descarbonizando a economia e construindo um mundo seguro, próspero e resiliente para todos.