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ZERO aplaude mais um avanço na eficiência energética

A Comissão Europeia, em 2009, definiu a data de 1 de setembro de 2016 para o final da comercialização das lâmpadas de halogéneo direcionais de tensão de rede na Europa. Foram assim dados à indústria sete anos de preparação para eliminar gradualmente a utilização de lâmpadas de halogéneo em domicílios e esgotar os stocks existentes. As lâmpadas em causa, muito utilizadas em tetos falsos ou por exemplo em acessórios de casa de banho, são lâmpadas também chamadas de refletoras, projetores ou focos, com voltagem de rede (e portanto sem recurso a transformador), com um casquilho designado por GU10. A sua eficiência energética tem habitualmente uma classificação D.

No mercado existe já uma enorme oferta de soluções alternativas – lâmpadas LED, com classificação A em termos de eficiência energética, com muito menor consumo de eletricidade, maior durabilidade e com diferentes cores de luz de acordo com a preferência do consumidor.

Numa curta pesquisa de mercado em Portugal, a ZERO identificou que ainda estão a ser comercializadas lâmpadas de halogénio e LED, onde, para um mesmo fluxo luminoso e para uma potência de 50 Watt (incandescente), os custos totais de iluminação recorrendo às lâmpadas de halogénio é 5 a 6 vezes superior às lâmpadas LED equivalentes. Apesar de uma lâmpada de halogénio custar cerca de 2 euros ao contrário de uma LED que custa 5 euros, a LED dura 5 vezes mais e tem uma potência de 5 Watt de consumo, enquanto a de halogénio tem uma potência de 40 Watt.haloLED

Apesar de este dever ser já um último adeus às lâmpadas de halogénio, estão no entanto de fora desta proibição as lâmpadas de halogénio multidirecionais com formato tipo vela ou com formato tradicional, cuja comercialização terminará a 1 de setembro de 2018. Em 2009, e ao contrário do que viria a suceder, a indústria convenceu a Comissão Europeia que não haveria tempo de criar alternativas de lâmpadas LED eficientes, com características de escurecimento, feixe de luz multidirecional e boa reprodução de cor para os consumidores a um preço acessível. Efetivamente, há já uma oferta excelente de lâmpadas LED eficientes que saem muito mais baratas para o consumidor (totalizando os custos de aquisição e iluminação) e que a ZERO recomenda como escolha certa.

Do ponto de vista ambiental, todos estes investimentos que o consumidor pode fazer representam também um ganho na política contra as alterações climáticas, dadas as menores emissões de dióxido de carbono resultantes de um menor consumo de energia elétrica, ainda parcialmente assegurado em Portugal por centrais termoelétricas com queima de combustíveis fósseis.

Por último, a ZERO esclarece que os consumidores não devem trocar as lâmpadas de halogénio direcionais que tenham em casa, devendo esperar até elas esgotarem o seu tempo de vida, e devendo também desde já investir apenas na compra de lâmpadas LED, já comercializadas para praticamente todos os usos, com a certeza que estão a ajudar o ambiente e a reduzir os custos totais de aquisição e utilização.

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