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Dia 28 de janeiro às 10h, com a presença do Senhor Secretário de Estado das Florestas e Desenvolvimento Rural, Miguel Freitas

No próximo dia 28 de janeiro de 2018, os associados e as associadas da ZERO vão plantar cerca de 1.000 exemplares de sobreiro – a árvore Nacional de Portugal – na Mata Nacional de Leiria, uma iniciativa em memória das vítimas dos incêndios de 2017 que contará com a presença do Senhor Secretário de Estado das Florestas e Desenvolvimento Rural, a qual terá início às 10 horas, junto à Escola Secundária José Loureiro Botas, em Vieira de Leiria.

Trata-se de uma ação conjunta com a Secretaria de Estado das Florestas e Desenvolvimento Rural e com o ICNF – Instituto da Conservação da Natureza e das Florestas, entidade que gere as Matas Nacionais que assegurará a manutenção das árvores no local nos próximos anos, incluindo a substituição dos sobreiros que não sobreviverem.

Assegurar que as árvores sobrevivem

No momento em que se multiplicam iniciativas de arborização com espécies autóctones por todo o país, em resultado do apoio desinteressado de cidadãos, de empresas e de organizações não-governamentais, a ZERO não pode deixar de manifestar um conjunto de recomendações de boas práticas para que se garanta a sustentabilidade dos investimentos a realizar.

Em primeiro lugar, a ZERO aconselha aos cidadãos e às entidades financiadoras que verifiquem se existem compromissos/garantias que as árvores e arbustos plantados são monitorizados e mantidos nos anos seguintes, já que, por norma, a mortalidade neste tipo de plantações é muito elevada nos primeiros anos, obrigando a substituir muitas árvores que não sobrevivem.

Também é de referir que em quase todas as áreas é necessário prever que, nos primeiros anos, a vegetação arbustiva é controlada periodicamente através de métodos que não impliquem a mobilização do solo (p. ex. com recurso a moto-roçadora ou corta-matos) para reduzir a competição e para prevenir a propagação de eventuais incêndios que possam ocorrer.

Para a realização deste tipo de trabalhos aconselha-se o estabelecimento de parcerias com organizações de produtores locais que tenham a seu cargo equipas de sapadores, por forma garantir que as tarefas são executadas com qualidade e se promove o emprego no meio rural.

Por outro lado, exige-se transparência na apresentação dos resultados e na disponibilização da informação relevante para que esta fique facilmente acessível a todos, indicando os locais onde foram plantadas as árvores e as monitorizações que vão sendo efetuadas, para que estes investimentos sejam credíveis perante a opinião pública e produzam os efeitos desejados nas décadas seguintes.

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