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Sob o tema do “Património Natural Intangível – Uma plataforma para a ética e justiça climática no nosso uso do Sistema Terrestre”, vai-se realizar no próximo dia 17 a apresentação do Projeto Casa Comum da Humanidade, em que Portugal é o país pioneiro, na Conferência das Partes de Marraquexe.

Este que é o side-event oficial de Portugal na COP 22, conta com a abertura Ministro do Ambiente português, João Pedro Matos Fernandes, e decorrerá na Sala Árabe da COP 22, no dia 17 entre as 13.15h e as 14.45h.

Para além da comunicação do Sr. Ministro, o evento contará com as comunicações de Paulo Magalhães, investigador da CICS. Nova, da FCSH Universidade Nova; Alessandro Galli, do Global Footprint Network; Francisco Ferreira, da Associação ZERO; e Nathalie Meusy, Vice-presidente da Casa Comum da Humanidade.

O evento incluirá a apresentação do livro “SOS Treaty –  A New Approach to Managing Our use of the Earth System” e a projeção do vídeo “Terra girando em direto”, a partir do Projeto Terra Blueturn.

A recente possibilidade de medir o estado do Sistema Terrestre tornou possível definir o “Espaço Operacional Seguro da Humanidade”. Para manter tal espaço intangível biogeofísico num estado favorável e regulado, com um uso equitativo, é necessário o reconhecimento internacional desses padrões de segurança do sistema terrestre como nossa herança comum e a sua consagração no quadro jurídico internacional.

Para isso propõe-se o reconhecimento do sistema terrestre como Património Natural Intangível Comum da Humanidade, tendo por base o estado favorável do sistema terrestre, correspondente ao período de estabilidade climática dos últimos 11.700 anos. Esse novo património Comum deve constituir a base legal sobre a qual de deve construir um Quadro Contabilidade de manutenção do estado Sistema Terrestre, que permita a inclusão de todas as externalidades positivas e negativas.

Portugal foi a primeira nação que se associou a esta visão, que agora começa a encontrar novos parceiros. Uma visão que transformará o paradigma atual de “uso de recursos” para um paradigma de “produção de recursos”. Uma visão que precisa surgir internacionalmente e ser implementada se pretendemos preservar a vida como sabemos.

Durante o evento irá igualmente ser apresentado o novo site da Casa Comum da Humanidade: www.commonhomeofhumanity.org

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