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(retirado de DN.pt)

Associação quer ligar as questões ambientais, sociais e económicas e mobilizar a sociedade portuguesa

PEDRO NUNES/LUSA

Nasceu este sábado uma nova ONG do ambiente em Portugal. Chama-se Zero e quer fazer a diferença nas lutas ambientais mas também na sociedade portuguesa. “A ideia é olhar não apenas para as temáticas tradicionais de ambiente, como a preservação dos oceanos ou dos ecossistemas terrestres e das questões ambientais típicas, mas fazer também a ligação às questões económicas e aos problemas do desenvolvimento sustentável”, afirma ao DN Francisco Ferreira, o presidente da direção da nova associação ambiental, que fez hoje em Fátima a sua primeira assembleia geral.

“Temos um objetivo fundamental que é acabar com as desigualdades no país e queremos mobilizar a sociedade e as pessoas para a participação e influenciar os decisores nesse sentido”, explica o presidente da nova ONG, que se dedicará também a questões como a das alterações climáticas e da energia, um dos problemas que dominam hoje a civilização humana. O nome Zero-Associação Sistema Terrestre Sustentável é, de resto, inspirado na meta inscrita no Acordo de Paris, que saiu em Dezembro da Cimeira do Clima na capital francesa, que prevê para a segunda metade do século XXI o fim das emissões de gases com efeito de estufa por queima de combustíveis fósseis. Concretizar essa meta implica necessariamente outros zeros – zero desperdício, zero consumo insustentável, zero desigualdade económica ou zero destruição dos ecossistemas – e a nova associação quer trabalhar para todos eles.

Mas porquê criar uma nova associação? Francisco Ferreira admite que parte do grupo que decidiu avançar para a criação da Zero “já não se revia na conduta da actual direcção da Quercus”, mas sublinha que “essa não foi a principal razão”. A ideia, diz, “é ocupar um espaço na sociedade portuguesa e mobilizar muitas pessoas que estão ávidas de participar”. A Zero quer ser a catalisadora dessa participação para a mudança.

Professor e investigador da Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade Nova de Lisboa (UNL), Francisco Ferreira é especialista em alterações climáticas e qualidade do ar, áreas em que tem desenvolvido trabalho de investigação. Ex-presidente da Quercus, foi nos últimos anos o coordenador do grupo de energia e clima daquela associação ambiental e, nessa qualidade, acompanhou durante anos as negociações climáticas no âmbito da ONU, incluindo as cimeiras anuais do clima. Afastado pela actual direcção, participou nesta última COP, em dezembro, como professor e investigador da UNL. Mas a próxima cimeira do clima já vai contar com a presença de uma nova ONG portuguesa: a Zero.

http://www.dn.pt/sociedade/interior/chamase-zero-e-uma-nova-ong-de-ambiente-portuguesa-4995767.html

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