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ZERO apela às empresas para aproveitarem incentivos e adquirirem veículos elétricos ligeiros de mercadorias

 

Portugal continua em primeiro lugar da Europa no que respeita à eficiência de veículos ligeiros de mercadorias novos (vans, furgões, pick-up), de acordo com as vendas em 2016, seguido da Bulgária, Chipre e Itália. As emissões médias de dióxido de carbono, um importante indicador de eficiência e de impacte dos veículos no que respeita à mitigação das alterações climáticas, passaram em Portugal de 141,7 g/km em 2015 para 140,5 g/km em 2016 (Portugal já mantinha o primeiro lugar em 2015, havendo assim uma ligeira melhoria, inferior a 1%). Os dados da Agência Europeia do Ambiente (AEA) foram divulgados hoje, tendo sido analisados e complementados pela ZERO.

Os ligeiros de mercadorias registados na União Europeia (UE) em 2016 emitiram em média 163,8 g de CO2 por km, o que representa 4,5 g menos do que em 2015. Esta redução coloca as emissões médias da UE, 6,4% abaixo da meta de 175 g CO2/km para 2017. São ainda necessárias novas melhorias de eficiência para atingir o objetivo mais rigoroso da UE de 147 g de CO2/km fixado para 2020.

Considerando que o transporte rodoviário em Portugal é um dos principais sectores responsáveis pela emissão de gases com efeito de estufa (cerca de 23%), a ZERO, membro da Federação Europeia de Transportes e Ambiente, considera que esta é um boa novidade que tem de ser conjugada com medidas de promoção do transporte de mercadorias por via ferroviária e a expansão dos apoios aos veículos de tração elétrica.

A ZERO considera que o bom posicionamento de Portugal também é consequência da compra no nosso país de automóveis mais pequenos e assim também menos pesados, cujo valor de compra se adequa mais às dimensões e necessidades das nossas empresas.

Ligeiros de mercadorias estão mais pesados e 96% são veículos que utilizam gasóleo, o combustível mais poluente

A massa de um veículo é um fator chave que afeta as emissões, pois veículos mais pesados tendem a emitir mais CO2/km. Em comparação com 2015, a massa média de furgões novos vendidos em 2016 em Portugal aumentou ligeiramente passando de 1 582 kg para 1 619 kg.

Na União Europeia, apenas 10 177 veículos ligeiros de mercadorias elétricos e híbridos plug-in foram vendidos em 2016, representando 0,6% do total de vendas de ligeiros para transporte de mercadorias da UE. Tal é significativamente menor do que os 157 096 ligeiros de passageiros elétricos e híbridos plug-in vendidos no mesmo ano, uma quota de 1,1% do total de vendas de automóveis.

Os veículos a gasóleo continuam a constituir a grande maioria da nova frota de furgões, constituindo 96% das vendas, o que é dramático, dada a maior poluição do uso deste combustível e os números elevados de quilómetros que este tipo de veículos efetua pro comparação com os ligeiros de passageiros.

Empresas não fazem contas face aos incentivos que as privilegiam – só 27 ligeiros de mercadorias elétricos vendidos em 2017 até final de março

Em 2017, o número de veículos ligeiros de mercadorias elétricos vendidos, de acordo com dados da ACAP analisados pela ZERO, ficou-se apenas pelos 27 até ao final de março, apesar de se verificar um aumento de 285% nas vendas.

As empresas, mais que os particulares, beneficiam com a aquisição de veículos podem candidatar-se a um incentivo de 2250 euros por veículo elétrico, isenção de imposto sobre veículos (ISV), imposto de circulação (IUC), dedução em sede de imposto sobre o rendimento de pessoas coletivas (IRC) e ainda recuperar o imposto sobre o valor acrescentado (IVA). Com todos estes incentivos um veículos elétrico é claramente uma opção custo-eficaz para muitas empresas, para além do benefício enquadrável na sua política de responsabilidade social e ambiental.

 

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