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ZERO lamenta ausência de especialistas das ONG, quer perceber valor acrescentado desta visita e conhecer passos futuros

No dia em que representantes de diversas entidades e alguns especialistas visitam a central de Almaraz e o local de construção do armazém temporário individualizado, a ZERO – Associação Sistema Terrestre Sustentável, membro do Movimento Ibérico Antinuclear (MIA), lamenta o facto de nenhum técnico das organizações não-governamentais portuguesas ter sido convidado a participar, não permitindo assim um desejável acompanhamento por parte da sociedade civil e uma maior transparência do processo.

Neste contexto, a ZERO apela ao Governo que:

  • Explique quando e que novas informações serão fornecidas pelo Estado Espanhol e pelas empresas que gerem a central de Almaraz;
  • Esclareça se haverá uma discussão pública sobre o impacte transfronteiriço do armazém temporário de resíduos e com base em que documentos;
  • Diga qual o calendário dos trabalhos e que entidades portuguesas estão responsáveis pelas diferentes competências ou se será apenas uma competência da Agência Portuguesa do Ambiente;
  • Se Espanha irá ou não emitir uma nova Declaração de Impacte Ambiental.

ZERO reafirma dúvidas na retirada da queixa

Tal como já afirmado na passada semana, a ZERO considera o diálogo com Espanha positivo mas sem um mínimo de contrapartidas suficiente que justificasse a retirada da queixa pelo Estado Português junto da Comissão Europeia:

  • Espanha não se comprometeu a interromper os trabalhos de construção do armazenamento temporário (embora agora não tenham obviamente natureza irreversível);
  • Espanha não se comprometeu a emitir uma nova declaração de impacte ambiental face aos impactes transfronteiriços não estudados;
  • Espanha nada refere em relação à intenção de prolongar a vida da central nuclear de Almaraz por mais anos, para além de 2020, que é efetivamente o verdadeiro problema subjacente ao armazenamento temporário de resíduos nucleares provenientes da central.

Por último, falta esclarecer devidamente as contrapartidas que tenham sido negociadas com a Comissão Europeia e/ou Espanha no que se refere às interligações nas áreas da eletricidade e gás natural e que seduziram Portugal para a retirada da queixa.

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