Foto: EIA

A ZERO colabora desde Abril de 2016 com a EIA – Environmental Investigation Agency no acompanhamento da implementação das políticas associadas aos Gases Fluorados.

Estes gases começaram a ser mais usados em substituição dos CFCs e HCFCs, de forma a reverter o efeito nocivo que esses gases estavam a ter na camada de Ozono. No entanto, verificou-se que parte destes gases têm um potencial de aquecimento global (PAG) muito elevado, nomeadamente os hidrofluorcarbonetos (HFCs), os perfluorcarbonetos (PFCs) e o hexafluoreto de enxofre (SF6). Estes gases, apesar de não serem os que têm mais emissões para a atmosfera, têm um PAG centenas de milhares de vezes superior ao dióxido de carbono (CO2), o gás com efeito de estufa com mais emissões associadas.

Desta forma, e dada a cada vez maior urgência em atuar para reduzir o nosso impacto nas mudanças climáticas que estão a ocorrer, torna-se também necessário atuar de forma a deixar de utilizar estes gases.

As principais utilizações deste gases são nos equipamentos de refrigeração (frio e congelação), nomeadamente dos supermercados e das nossas casas, bem como nos equipamentos de ar condicionado.

A legislação europeia tem estipulado uma retirada progressiva acentuada destes gases, substituíndo-os por outros gases, naturalmente existentes na atmosfera, com um potencial de aquecimento global nulo ou muito reduzido.

Em concreto, o atual regulamento (Regulamento (UE) nº 517/2014):

  • Estabelece regras em matéria de confinamento, utilização, recuperação e destruição de gases fluorados com efeito de estufa e em matéria de medidas auxiliares conexas;
  • Impõe condições à colocação no mercado de produtos e equipamentos específicos que contenham, ou cujo funcionamento dependa de, gases fluorados com efeito de estufa;
  • Impõe condições às utilizações específicas de gases fluorados com efeito de estufa;
  • Estabelece limites quantitativos à colocação de hidrofluorocarbonetos (HFC) no mercado.