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ZERO considera diálogo positivo mas Portugal recuou, não deveria ter retirado queixa e não há esperança nos resultados

A ZERO – Associação Sistema Terrestre Sustentável, membro do Movimento Ibérico Antinuclear (MIA), considera que o diálogo acordado entre Portugal e Espanha é positivo, mas é um grande recuo no cumprimento estrito da legalidade, em particular da Diretiva 2014/52/UE, de 16 de abril que obriga à discussão dos efeitos transfronteiriços, de que Portugal não deveria ter abdicado, apesar de poder voltar a retomar a queixa se considerar os resultados da negociação improcedentes.

O Estado Espanhol e os proprietários da central tem revelado uma enorme falta de transparência e inflexibilidade e é com surpresa que vemos esta tomada de atitude do Governo Português, devendo ser completamente esclarecidas eventuais contrapartidas que tenham sido negociadas.

Convém lembrar que a verdadeira questão e que tem de estar presente nas conversas entre os dois Estados é a razão da instalação do armazenamento temporário de resíduos nucleares que é completamente desnecessário se se respeitar o fecho da central nuclear em 2020 de acordo com o estipulado na licença.

A solução e a luta contra o nuclear só terminará quando Espanha desistir da prorrogação do tempo de exploração de Almaraz, o que infelizmente está muito longe de acontecer.

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