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Análises até final de julho revelam menos problemas que no ano passado

 

A ZERO – Associação Sistema Sustentável Terrestre avaliou os resultados de todas as análises efetuadas até 31 de julho e disponibilizadas no Sistema Nacional de Informação de Recursos Hídricos da Agência Portuguesa do Ambiente (http://snirh.pt/index.php?idMain=1&idItem=2.1) e concluiu que a situação da presente época balnear é consideravelmente mais favorável que no ano passado.

Apesar de este ano existirem mais 10 zonas balneares, perfazendo um total de 579 zonas balneares – 443 costeiras, 22 de transição (em estuários, por exemplo), e 115 interiores, o número de análises e de praias afetadas com registos dos parâmetros Enterecocos intestinais e Escherichia coli acima do valor-limite da chamada avaliação pontual ou amostra a amostra, que leva a que a que o banho seja desaconselhado ou proibido, desceu consideravelmente.

Enquanto no ano passado 16 praias, 3 das quais interiores, apresentaram pelo menos uma análise acima do valor-limite referido (num total de 19 análises), este ano, esse valor desceu para 10 praias, 4 das quais interiores. Houve até ao momento duas praias que estiveram interditas (Mosteiro em Pedrogão Grande e Gorgulho no Funchal), sendo que no segundo caso a interdição durante 5 dias esteve relacionada com a má qualidade da água. As praias que apresentaram problemas mais significativos foram Adaúde em Braga, Frente Azul e Seca em Espinho, Gorgulho no Funchal, Bogueira na Lousã, Porto Santo – Ribeiro Cochino em Porto Santo, Troviscal em Sertã e Miramar em Vila Nova de Gaia. Parque Dr. José Gama em Mirandela e Vila Praia de Âncora em Caminha, sendo que nas duas últimas zonas balneares ainda não é apresentada uma análise onde os valores-limite tenham deixado de ser ultrapassados.

A ZERO lamenta que na base de dados consultada não estejam presentes quaisquer dados de zonas balneares na Região Autónoma dos Açores que foram assim excluídos desta avaliação.

Quando é que o banho é desaconselhado ou mesmo proibido?

No decurso da época balnear há necessidade de avaliar a qualidade da água numa perspetiva de prevenção do risco para a saúde que possa resultar de situações de poluição de curta duração ou de situações anormais, pelo que é realizada uma avaliação pontual/amostra a amostra, com base na norma que é apresentada abaixo.

Valores Limite, de acordo com a decisão de 12/02/2010 da Comissão Técnica de Acompanhamento do Decreto-Lei 135/2009, de 3 de Junho com a redação que lhe foi dada pelo Decreto Lei nº 113/2012, de 23 de Maio:

Água balnear/Parâmetro Enterococos intestinais (UFC/100mL) Escherichia coli (UFC/100mL)
Interior 660 1800
Costeira ou de transição 350 1200

ufc: unidades formadoras de colónias.

Uma água balnear considera-se “imprópria para banhos”, entendendo-se por isso que o banho deverá ser desaconselhado ou mesmo proibido (neste último caso se a Autoridade de Saúde considerar relevante o risco para a saúde dos banhistas, interdita o banho) quando um resultado dos parâmetros analisados ultrapassar qualquer um dos valores da tabela acima.

Como consultar a qualidade da água balnear?

A informação sobre a classificação das praias em termos de qualidade da água e os resultados das análises ao longo da época balnear é centralizada e disponibilizada de forma fácil e expedita pela Agência Portuguesa do Ambiente (APA), através do Sistema Nacional de Informação de Recursos Hídricos (SNIRH) (http://snirh.apambiente.pt/index.php?idMain=1&idItem=2.1).

Os utilizadores de uma praia devem também acompanhar os resultados mais recentes relativos à qualidade da água balnear através das análises cujos resultados obrigatoriamente deverão ser disponibilizados à entrada ou junto dos apoios de praia.

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