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Primeiro o temporal Kristin que atingiu Portugal Continental a 28 de janeiro e agora a tempestade Leonardo, expuseram de forma brutal a dependência de infraestruturas frágeis e de um território mal preparado. Não é cientificamente correto atribuir um único evento às alterações climáticas, mas a sequência de tempestades e os recordes atingidos de precipitação e velocidade do vento mostra total consistência com um agravamento onde a física do aquecimento global é clara: uma atmosfera mais quente retém mais vapor de água e torna mais intensos os episódios de precipitação extrema, agravando o risco de cheias.
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Enquanto os efeitos se faziam sentir, no Parlamento ficou um contraste que não podemos ignorar: a Iniciativa Liberal clamava por um enfraquecimento da Lei de Bases do Clima, um sinal de retrocesso que seria totalmente irresponsável. É ainda mais urgente termos uma Lei de Bases do Clima ambiciosa, aplicada e exigível, com Planos Municipais e Regionais de Ação Climática que deixem de ser papel - muitos continuam em atraso apesar do prazo legal já ter passado. Esses planos têm de olhar no curto prazo para respostas mais eficazes da proteção civil (alertas, redundância energética e de comunicações, gestão de bacias e linhas de água), mas sobretudo para respostas estruturantes no longo prazo: ordenamento do território que agrave a impermeabilização dos solos, infraestruturas críticas desenhadas para vento e precipitação extremos, e investimento em soluções baseadas na natureza que reduzam picos de caudal. Na resposta imediata, importa também não criar novos riscos como seja o lidar sem segurança com fibrocimento com amianto ou a exposição a envenenamento por monóxido de carbono pelo funcionamento de geradores. A ameaça não vai desaparecer: a Europa e em particular a Península Ibérica, enfrenta maior exposição a precipitação extrema e, em alguns cenários, tempestades de vento mais intensas; e há evidência de sistemas que podem persistir mais tempo sobre o mesmo território, aumentando o dano acumulado. A escolha é simples: reconstruir para repetir ou planear para resistir. Sabemos técnica e cientificamente que a adaptação climática terá sempre menores custos que depois repararmos os danos. É preciso é ter a coragem de investir desde já.
Francisco Ferreira
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Governo compromete a resiliência do Alqueva
A ZERO alerta para a decisão do Governo de aumentar em 100 milhões de m³/ano a água destinada ao regadio no sistema de Alqueva, uma opção que reforça o regadio intensivo, compromete Alqueva como reserva estratégica e coloca em risco o rio Guadiana, num contexto de crise climática e crescente escassez hídrica. É necessária uma avaliação independente do sistema e uma gestão da água que priorize o interesse público, a proteção dos recursos hídricos e a sustentabilidade.
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Tempestades e Alterações Climáticas: o que estamos a viver (e por que nos devemos preocupar)
Nos últimos meses, Portugal tem sido repetidamente atingido por sistemas depressivos intensos, com chuvas fortes e ventos violentos, como nas tempestades Ingrid, Kristin e, mais recentemente, Leonardo. Estes episódios causaram danos generalizados, interrupções de eletricidade e, tragicamente, perdas humanas e materiais consideráveis.
Do ponto de vista meteorológico, fenómenos como este resultam de interacções complexas entre grandes sistemas de pressão e gradientes térmicos no Atlântico, e podem ocorrer naturalmente. Contudo, a ciência climática mostra que o aumento das temperaturas globais e a maior disponibilidade de energia e vapor de água na atmosfera (consequências das alterações climáticas antropogénicas) tendem a amplificar a frequência e intensidade dos eventos extremos, incluindo precipitação intensa, inundações e padrões metereológicos erráticos na Europa.
Embora as causas sejam globais, muitos dos impactos fazem-se sentir à escala local - nas nossas casas, ruas e comunidades. É aqui que entra a adaptação: práticas simples, planeamento e escolhas conscientes que aumentam a nossa resiliência coletiva em momentos de tempestade.
Informe-se com antecedência:
- Acompanhe alertas oficiais: Siga o Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA) e Proteção Civil para avisos e atualizações em tempo real. Isto permite decisões baseadas em risco real e previsões científicas.
- Planear rotas seguras: Durante avisos de chuva forte, evite áreas com histórico de inundações ou quedas de árvores; planeie deslocações fora das horas de maior risco.
Tente reduzir a vulnerabilidade energética:
- Fontes de energia resilientes: Se tiver painéis solares ou baterias domésticas, assegure que estão bem ancorados e com manutenção adequada, podem ser vitais em falhas de rede.
- Poupe energia em períodos críticos: Reduzir a carga na rede durante picos de consumo ajuda a minimizar falhas generalizadas. Promover consumo responsivo (shift load) durante tempestades pode aumentar resiliência coletiva do sistema energético.
Ajudar quem mais precisa
- Rede de apoio comunitário: Em fenómenos extremos, vizinhos, associações locais e grupos de voluntariado são essenciais. Estruturar redes de apoio antes dos eventos pode salvar vidas e reduzir impactos sociais.
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Pode aprofundar a sua ação ambiental com um desconto enquanto associado da ZERO?
A Faculdade de Ciências Humanas da Universidade Católica Portuguesa concede aos membros da ZERO uma redução de 10% nas propinas da Pós-Graduação em Psicologia para a Ação Ambiental. Esta formação cruza ciência psicológica e sustentabilidade, capacitando profissionais para promover mudanças de comportamento e ação coletiva face aos desafios ambientais. A próxima edição terá inscrições abertas no dia 14 de fevereiro - aproveite esta oportunidade para transformar conhecimento em impacto real! |
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As nuvens brancas deixadas pelos aviões contribuem para o aquecimento global?
Os chamados rastos de condensação podem parecer inofensivos (até bonitos) mas têm um impacto real no clima, ao contribuir para o aquecimento da atmosfera. No novo episódio do podcast da ZERO, exploramos o que são estes rastos, como se formam e por que representam uma oportunidade pouco conhecida para reduzir o impacto climático da aviação. Para isso, estivemos à conversa com Sandra Miranda, da ZERO, especialista em energia, clima e mobilidade, que acompanha de perto as políticas da aviação. Ouça aqui o novo episódio do podcast da Zona ZERO! |
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Pode fazer parte de uma rede nacional de mulheres que protegem a natureza no terreno?
Estão abertas as inscrições para a Rede de Guardiãs da Natureza, no âmbito da 3.ª etapa de alargamento da iniciativa. Procuram-se mulheres que já intervêm, ou que queiram intervir, na conservação da natureza, sustentabilidade e desenvolvimento do mundo rural, em novas áreas protegidas de norte a sul do país. Esta rede reforça a ação local, a capacitação e a ligação entre mulheres que atuam diretamente no território. Inscreva-se aqui! |
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Ajude a proteger o litoral português!
Portugal é um país profundamente ligado ao mar: praias, falésias, dunas e zonas ribeirinhas moldam a nossa vida. Mas estas áreas enfrentam desafios cada vez maiores, como erosão, tempestades e subida do nível do mar.
O projeto iCOAST, financiado pela Fundação para a Ciência e Tecnologia, quer compreender como as pessoas percebem os riscos costeiros e que soluções consideram mais justas e eficazes para proteger o nosso litoral. A sua opinião é essencial!
Participe num breve questionário de 15 minutos, totalmente anónimo, e ajude-nos a criar soluções alinhadas com a população. |
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Guisado de Legumes e Feijão Manteiga
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INGREDIENTES
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• 400g feijão manteiga cozido
• 150g brócolos apenas os floretes
• 1 cenoura cortada em meia lua
• 1 cebola picada
• 2 dentes alho picados
• 250g cogumelos frescos cortados em cubos
• 100g polpa tomate
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• 200g caldo legumes líquido
• 50g vinho branco
• 2 c. sobremesa paprika fumada
• 1 c. sobremesa cominhos, alho em pó e cebola em pó
• 3 c. sopa molho soja
• 2 c. sopa azeite
• q.b.sal e pimenta preta
• q.b.salsa picada para guarnecer
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INSTRUÇÕES
1.º Num tacho grande, aqueça o azeite em lume médio e refogue a cebola e os dentes de alho até que fiquem ligeiramente dourados.
2.º Adicione a cenoura, os brócolos e os cogumelos frescos. Deixe cozinhar por cerca de 5 minutos, mexendo ocasionalmente, até que os legumes comecem a amolecer.
3.º Tempere com a paprika fumada, os cominhos, o alho em pó e a cebola em pó. Envolva bem para que os aromas se libertem.
4.º Refresque o preparado com o vinho branco e deixe ferver por 2 minutos para que o álcool evapore.
5.º Acrescente a polpa de tomate, o molho de soja e o caldo de legumes líquido. Tape o tacho e deixe cozinhar em lume brando durante 20 minutos.
6.º Adicione o feijão branco e deixe cozinhar por mais 5 minutos.
7.º Retifique os temperos com o sal e a pimenta preta.
8.º Desligue o lume e guarneça com salsa picada por cima antes de servir.
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Devolver à Terra 2026: escolas rumo a Lixo Zero
O projeto Devolver à Terra arranca este ano letivo com uma missão clara: empoderar escolas de todo o país na jornada Zero Resíduos. Desde a compostagem e tratamento de biorresíduos até à ambiciosa meta de escolas Lixo Zero, há várias formas de participar!
O programa inclui workshops interativos presenciais, capacitação de professores, visitas de acompanhamento, apoio remoto e até um concurso da melhor compostagem, com prémios de até 1.000€ para desenvolver projetos Zero Resíduos dentro da escola.
Existem 3 vagas abertas para escolas nos distritos de Vila Real, Viseu, Coimbra, Leiria, Lisboa e Faro. Professores, funcionários ou diretores interessados podem saber mais e candidatar-se escrevendo para ricardo.filipe@zero.ong.
Junte-se a esta iniciativa e faça da sua escola um exemplo de sustentabilidade! |
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