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O transporte público como prioridade
A guerra no Irão e a nova escalada dos preços dos combustíveis mostram, mais uma vez, a fragilidade de um Portugal demasiado dependente do petróleo. Sempre que há uma crise geopolítica, famílias e empresas em Portugal ficam expostas a choques que se traduzem em inflação, perda de rendimento e mais incerteza. A melhor resposta não é insistir em remendos fiscais sobre os combustíveis fósseis, mas cortar estruturalmente essa dependência, reforçando o transporte público e acelerando a eletrificação.
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Portugal continua com um setor dos transportes muito dependente dos combustíveis fósseis, responsável por cerca de 34% das emissões nacionais, ao mesmo tempo que persistem atrasos graves na ferrovia, no metro e na oferta diária a quem precisa de alternativas reais ao automóvel. A própria ZERO tem sublinhado a urgência de melhorar horários, frequência, fiabilidade e cobertura, como no caso do Metro de Lisboa, onde sugeriu antecipar em uma hora, para as 5.30h da manhã, a abertura do serviço.
Este é o momento de fazer escolhas sérias: mais comboios, mais metro, mais autocarros dedicados, melhores interfaces e prioridade efetiva ao transporte coletivo. Para a ZERO, defender transportes públicos de qualidade não é apenas uma medida climática - é uma política de proteção social e de soberania económica. Enquanto não desenvolvermos suficientemente a nossa capacidade de produção de energia a partir de fontes renováveis e continuarmos agarrados aos combustíveis fósseis, continuaremos reféns das guerras dos outros.
Francisco Ferreira
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Ministra do Ambiente deve participar e assumir liderança na Conferência pelo fim dos combustíveis fósseis
Num contexto marcado pelo agravamento dos impactos climáticos, pela instabilidade geopolítica e pela crescente fragmentação internacional, esta conferência representa uma oportunidade decisiva para definir o rumo global para a eliminação progressiva dos combustíveis fósseis, de forma justa e devidamente financiada, contribuindo para a definição de um roteiro global, com calendários claros, para a eliminação justa dos combustíveis fósseis com base em três pilares: ultrapassar a dependência económica, transformar os padrões de oferta e procura e fazer avançar a cooperação internacional e a diplomacia climática, tendo em vista a 31.ª Conferência das Partes da Convenção-Quadro das Nações Unidas das Alterações Climáticas - COP31.
Leia mais aqui!
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Muda o óleo do carro em casa? Saiba o que fazer a seguir
Os óleos lubrificantes usados são classificados como resíduos perigosos e a sua correta gestão é uma condição indispensável para a preservação do ambiente e da saúde pública.
Apenas um litro de óleo é suficiente para contaminar 1 milhão de litros de água.
Estes resíduos possuem metais pesados provenientes do desgaste das peças do motor (capas das bielas, rolamentos, anéis, etc.), incluindo chumbo, crómio, cádmio, níquel, arsénio, cobre e zinco, mas também hidrocarbonetos aromáticos policíclicos que são compostos orgânicos formados pela combustão incompleta, muitos dos quais são cancerígenos e persistentes no ambiente.
É, pois, sempre preferível fazer a mudança do óleo em oficinas, mas quando tal não é possível, é essencial garantir a entrega dos óleos lubrificantes usados na rede de oleões da Ecolub, de forma que sejam encaminhados para operadores devidamente qualificados e licenciados, garantindo o seu tratamento e valorização em condições ambientalmente adequadas.
Encontre o ponto de receção mais próximo de si neste link.
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Nem todas as nuvens são naturais?
Sabe o que são os rastos de condensação? São aquelas linhas brancas que os aviões deixam no céu.
Formam-se quando o vapor de água libertado pelos motores se condensa em torno de partículas de fuligem, em altitudes muito frias e húmidas.
Parece inofensivo, mas não é!⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀
Este fenómeno faz parte dos chamados efeitos não-CO₂ da aviação, responsáveis por até cerca de metade do seu impacto climático.
Os rastos podem transformar-se em nuvens artificiais que agravam o aquecimento global e estão entre os maiores contributos da aviação para a crise climática.
Fique a saber mais sobre este tema no link. |
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O novo Sistema de Depósito e Reembolso (SDR) entra em vigor a 10 de abril?
O SDR para embalagens de bebidas em plástico e metal começa finalmente a funcionar em Portugal. Um passo há muito defendido pela ZERO, ainda que com alguns atrasos e reservas.
Este sistema atribui um valor às embalagens, transformando resíduos em recursos e incentivando a devolução para reciclagem. Nos países onde já existe, as taxas de retorno rondam os 90%, muito acima dos sistemas tradicionais. |
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Os químicos estão a por em causa a fertilidade masculina?
A saúde reprodutiva dos homens está ameaçada pela poluição química na Europa. Relatório da HEAL evidencia tendências alarmantes que apontam para uma crise de saúde pública até agora negligenciada - infertilidade, crescimento do cancro da próstata e dos testículos, disfunções hormonais e sexuais - associada de forma sólida à poluição química. |
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Suspendam a Barragem de Girabolhos no Mondego
O Governo apresentou a barragem de Girabolhos como resposta ao controlo de cheias no Mondego, ao reforço do abastecimento de água e à produção de energia renovável. Lamentavelmente, estes argumentos são errados e sem fundamento.
Uma barragem é uma infraestrutura de enorme custo e impacto territorial, ambiental, social e financeiro, que só pode ser justificada quando exista uma demonstração inequívoca de interesse público (não uma mera declaração política voluntarista). No caso de Girabolhos, essa demonstração não existe. A lei exige que projectos como este sejam sujeitos a Avaliação de Impacte Ambiental, o que não foi feito (existiu um processo de AIA há 16 anos que está completamente desactualizado); ou seja, esta decisão é ilegal face à lei nacional e europeia, e não teve qualquer debate público. Não há qualquer justificação, com evidências claras, que esta obra é necessária, proporcional, superior às alternativas e geradora de utilidade pública efectiva.
Acresce que o Mondego não pode ser reduzido a uma paisagem hidráulica, lida apenas como problema de engenharia. O rio e o seu vale constituem uma paisagem cultural: uma construção histórica e territorial feita de pauis, matas ribeirinhas, campos agrícolas, sistemas de rega, diques e comportas, mas também de comunidades, saberes, actividades económicas, tradições e formas de habitar o território. Governar o Mondego exige, por isso, cuidar desta paisagem cultural viva, e não tratá-la como um simples corredor hidráulico à espera de mais uma grande obra. |
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INGREDIENTES
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Recheio
• 7 maçãs pequenas
• 1 colher de sopa de xarope de agave
• 1 colher de sopa de óleo de coco
• 1 colher de sopa de canela
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Massa
• 210 g de farinha de espelta
• 2 colheres de sopa de óleo de coco
• 2 colheres de sopa de açúcar mascavado
• 80 ml de água gelada
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INSTRUÇÕES
1.º Corte as maçãs em fatias iguais. Coloque as maçãs numa panela com o xarope de agave, o óleo de coco e a canela. Deixe cozinhar 10 min.
2.º Enquanto isso, prepare a massa adicionando primeiro a farinha e o açúcar. Envolva. Depois adicione o óleo de coco e, com as mãos, incorpore até ter uma textura de areia.
3.º Adicione a água gelada e envolva com as mãos até obter a consistência de uma massa firme.
4.º Abra a massa com um rolo e coloque numa forma circular. Adicione as maçãs já cozinhadas. Pode decorar a sua tarte como quiser!
5.º Leve ao forno a 190° por aproximadamente 45/50 min. E está pronto! Um segredo: sirva ainda quente e aproveite!
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Rumo a Soluções Sustentáveis para o Tratamento de Biorresíduos
A compostagem comunitária e doméstica tem ganhado destaque com a obrigatoriedade da recolha seletiva de biorresíduos, especialmente no contexto das metas do Plano Estratégico para os Resíduos Urbanos 2030. Embora haja avanços, os recursos dos municípios ainda são insuficientes para um tratamento eficiente na origem, tornando necessário complementar a compostagem com outras soluções de gestão.
Para garantir a eficácia do sistema, é fundamental a implementação de sistemas de recolha eficientes, como o modelo porta-a-porta e o controle de acesso aos contentores, além da adoção de tarifários PAYT (pay-as-you-throw) e a atualização dos regulamentos municipais.
À semelhança do 1.º Encontro Ibérico de Compostagem Comunitária e Doméstica, esta 2ª edição (EICD 2026), que terá lugar nos dias 7 e 8 de maio, em Évora, foi criada com o objetivo de promover um espaço de debate enriquecedor sobre essas questões. O evento incluirá apresentações teóricas, mesas redondas, sessões de perguntas e debates dinâmicos, além de visitas técnicas a projetos inovadores. Os participantes terão a oportunidade de trocar experiências, aprender com casos de sucesso e discutir as melhores práticas para o futuro da compostagem em nossos municípios.
Consulte os detalhes aqui e inscreva-se neste link! |
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