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Não é alarmismo. Sabemos que é bem provável que tenha comido glifosato ao pequeno-almoço, através de cereais, aveia ou pão. E que a embalagem de outros ingredientes do seu almoço pode conter PFAS, os famosos "químicos eternos" que nunca se degradam no ambiente. É o que estudos independentes continuam a confirmar, ano após ano.
E, em vez de agir para proteger a saúde de todos os europeus, a Comissão Europeia apresentou uma proposta para enfraquecer a lei dos pesticidas. Não satisfeitos com esta cedência à indústria dos pesticidas, o Parlamento Europeu quer fragilizar ainda mais esta legislação, pondo em risco a nossa saúde e o nosso direito a um ambiente saudável. Alguns eurodeputados, entre eles Herbert Dorfmann (PPE) e Michele Picaro (partido de Meloni, ECR), propõem:
- Autorizações ilimitadas para químicos perigosos, incluindo glifosato e pesticidas PFAS;
- Mais exceções para usar pesticidas já proibidos;
- Até 3 anos adicionais de uso, mesmo quando está provado que um pesticida é demasiado perigoso.
Isto acontece enquanto a ciência mostra, cada vez com mais clareza, que estas substâncias prejudicam o desenvolvimento das crianças, impactam negativamente a saúde humana, poluem a água e destroem a biodiversidade da qual depende a nossa produção de alimentos.
A boa notícia: existem alternativas. Já há práticas eficazes para produzir alimentos sem estes químicos perigosos. O que falta é vontade política. E é aqui que entra cada um de nós.
Em menos de 2 minutos, pode enviar uma mensagem direta aos eurodeputados das comissões do Ambiente e da Agricultura do Parlamento Europeu, demonstrando a sua discordância com estas tentativas de reduzir a proteção contra as substâncias perigosas na UE, antes que seja tarde demais para travar este retrocesso.
Apelamos a que junte a sua voz a esta iniciativa!
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