post

O Movimento Escolas Sem Amianto (MESA) e a Associação Ambientalista ZERO vão organizar, no próximo dia 15 de fevereiro, a partir das 15h00, no auditório da Junta de Freguesia de Laranjeiro e Feijó, uma conferência subordinada ao tema “Amianto na Escola Pública: causas, consequências, soluções”.

O evento, que conta com o apoio da Associação de Pais da EB 2,3 da Alembrança, Associação de Pais da Escola Básica e Secundária Francisco Simões, União de Pais do Agrupamento de Escolas Dr. António Augusto Louro e Junta de Freguesia de Laranjeiro e Feijó, visa esclarecer a comunidade educativa sobre os reais perigos e consequências do amianto nas escolas.

A conferência está dividida em dois painéis, o primeiro de caráter técnico e o segundo de debate político. O primeiro painel contará com os oradores Íria Roriz Madeira (Arquiteta/Associação ZERO), Jorge Santos (Químico/Professor), Joaquim Pontes da Mata (Médico Pneumologista/Fundação Portuguesa do Pulmão) e Luiz Côrte-Real (Presidente Associação AEPRA).

No segundo painel, estarão deputados à Assembleia da República de vários grupos parlamentares. Entre os que já marcaram presença contam-se Filipa Roseta, do PSD, Joana Mortágua, do Bloco de Esquerda e Paula Santos, da CDU.

“Esta é uma excelente oportunidade para esclarecer a comunidade educativa sobre as consequências do amianto existente nas escolas, sobretudo nas da margem sul, que estão, de uma forma geral, num estado de degradação acentuado”, avança André Julião, coordenador do Movimento Escolas Sem Amianto (MESA).

“Os primeiros levantamentos que foram feitos aos Materiais Contendo Amianto (MCA) nos edifícios escolares apenas incluíam o fibrocimento, sendo isto um erro. Podem existir outros MCA que não estejam listados. A comunidade escolar precisa de ser esclarecida de forma a saber com o que está a lidar”, defende Íria Roriz Madeira, arquiteta e membro da ZERO.

“O perigo do amianto decorre da ausência de requalificação das escolas, sobretudo nos concelhos de Almada e Seixal e com especial incidência nas escolas secundárias e EB 2,3. Os materiais contendo amianto foram-se degradando com o tempo e hoje estão num estado que implica grandes cuidados ou a remoção total”, sustenta o líder do MESA.

“A perigosidade do amianto resulta, segundo a Organização Mundial de Saúde, da inalação das suas fibras. Com a deterioração e desgaste natural dos materiais estas fibras são libertadas constituindo assim um risco para a saúde pública. É necessário que se tomem medidas no sentido da avaliação completa dos vários edifícios escolares para que a intervenção nas situações prioritárias seja célere ”, refere Íria Roriz Madeira.