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Estudo encomendado pelo proprietário do terreno aponta para cerca de 80 mil toneladas de resíduos.

Um estudo encomendado pelo proprietário do terreno (Millennium BCP) em Vale da Rosa, Setúbal, onde a ZERO detetou um depósito de resíduos, veio confirmar a perigosidade dos resíduos, assim como apontar para um total de 80 mil toneladas.

A ZERO já tinha alertado a Secretaria de Estado do Ambiente para esta situação a 16 de junho, mas até hoje ainda não recebeu qualquer esclarecimento por parte dessa entidade, tendo recentemente insistido junto do Ministério no sentido de obter uma resposta.

No entanto, face à recente notícia de que existirá poluição com arsénio nos terrenos em causa, a ZERO reitera a urgência da Secretaria de Estado do Ambiente responder às questões colocadas pela ZERO.

De acordo com informações recentemente recolhidas pela ZERO, estes resíduos terão sido colocados no terreno em causa, por volta de 2003, tendo como destino a utilização na construção civil.

Segundo a Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional de Lisboa e Vale do Tejo trata-se de resíduos provenientes da Eurominas Electro-Metalurgia, uma instalação presente na zona nascente da Península de Mitrena junto ao estuário e encostada ao limite da Reserva Natural do Estuário do Sado.

Assim, um dos aspetos mais relevantes destas informações, para além da possível contaminação dos solos com arsénio, é o facto de estes resíduos terem sido utilizados durante vários anos na construção civil.

Para além disso, será importante saber quem vai financiar a remoção e tratamento destes resíduos, não sendo ainda um dado adquirido que o atual proprietário do terreno vá assumir esses custos.