post

Numa altura em que temos que começar a questionar a sustentabilidade das escolhas que fazemos na nossa alimentação, em particular as relacionadas com o consumo de proteína animal, o excesso de captura de peixe e os impactos lhes estão associados não podem nem devem ser negligenciados. Há muito que a maior parte dos stocks de pesca têm vindo a diminuir para níveis preocupantes, criando dúvidas em relação à viabilidade de algumas das populações de peixes e invertebrados mais consumidas. Mesmo a pequena pesca local, em particular aquela que recorre a artes lesivas para os ecossistemas, como o arrasto, tem efeitos negativos que obrigam a uma reflexão. Neste contexto, neste documentário de cariz observacional, o espetador poderá conhecer como se processa a pesca por arte envolvente-arrastante, a denominada Arte de Xávega, atividade que apesar impacto que tem nos ecossistemas marinhos beneficia de um regime legal de exceção, e formular a sua opinião sobre a mais valia de perpetuar de uma atividade ancestral que há muito perdeu o seu caráter etnográfico com a motorização e a introdução de uma componente lúdica e/ou de complemento de rendimentos a quem não tem a pesca como atividade principal.

Imagem e Som: Paulo Lucas
Montagem, Grading e Pós-produção áudio: Maria Duarte
Realização: Paulo Lucas
Intervenientes: Companha da embarcação “Flor da Praia Azul”