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Ainda sem o balanço climatológico final, tudo indica que julho de 2026 foi, em Portugal, mais quente do que o normal. Houve vários episódios de calor intenso, sobretudo no interior, com temperaturas acima dos 40 °C e diversos avisos.
Mas julho foi também um mês intenso na atividade governativa e nos alertas da ZERO. No "nível Charlie" dos incêndios, o país já queimou 98% da área ardida prevista para toda a década, enquanto a floresta arrisca perder fundos europeus devido aos concursos do PEPAC, parados há quase um ano.
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Nas Zonas de Aceleração de Energias Renováveis, após uma extensa avaliação ambiental estratégica, o Secretário de Estado da Energia anunciou um limite de 1% da área de cada município, colocando em causa a metodologia, a transparência do processo e o cumprimento dos objetivos nacionais para as próximas décadas. Persistem ainda dúvidas sobre a proposta de expansão das redes de gás, onde continuará a predominar o gás natural fóssil, e sobre a barragem de Girabolhos, cujo recurso hídrico poderá ser concessionado por 65 anos sem um estudo de viabilidade económica.
A 28 de julho assinalaram-se os 50 anos do Parque Natural da Arrábida, uma área de excecional valor natural, histórico e cultural, classificada como Reserva da Biosfera em 2025. Nesse dia, a ZERO divulgou também a sua análise ao Plano Nacional de Restauro da Natureza, que reúne 407 medidas, mas continua, por agora, sem calendário, orçamento ou responsáveis definidos, um atraso que recorda as elevadas multas pagas por Portugal pela ausência de planos para a Rede Natura 2000.
A 30 de julho esgotou-se o "cartão de crédito ambiental" do planeta, um marco que deve levar à reflexão sobre o consumo excessivo de recursos. No dia seguinte terminou o prazo para transpor a Diretiva do Direito à Reparação e foi entregue à Agência Portuguesa do Ambiente o Estudo de Impacte Ambiental do novo Aeroporto Luís de Camões. A ZERO defende que a avaliação compare rigorosamente a solução proposta com Vendas Novas e com a "opção zero", alertando ainda que a expansão do Humberto Delgado poderá ser inviável devido aos níveis de ruído.Oxalá as férias permitam arrefecer esta avalanche de novidades, porque mais vale poucas e boas decisões do que muitas que acabam por não se concretizar.
Francisco Ferreira
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VOLTA a Portugal em Bicicleta — ZERO satisfeita com fortes condicionantes impostas a passagem no Gerês
A ZERO considera que o parecer emitido esta semana pelo Instituto da Conservação da Natureza e das Florestas (ICNF) relativamente à passagem da 7.ª etapa da 87.ª Volta a Portugal em Bicicleta pelo Parque Nacional da Peneda-Gerês responde adequadamente aos esclarecimentos solicitados pela associação no passado dia 11 de julho e às preocupações então manifestadas sobre a proteção da Mata de Albergaria e dos restantes habitats classificados atravessados pela prova.
Leia mais aqui.
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Como lavar corretamente a sua garrafa descartável
Sempre que bebe diretamente da garrafa, algumas bactérias da boca ficam no seu interior. Como a água da torneira também não é estéril, estes microrganismos podem acumular-se com o tempo e formar uma camada fina nas paredes da garrafa.
Já passou o dedo dentro da garrafa e sentiu uma película escorregadia? É o chamado biofilme.
Erros mais comuns quando lava a sua garrafa:
- Passar a garrafa apenas por água;
- Colocar água com detergente e agitar, sem esfregar o interior;
- Fechar a tampa logo após a lavagem;
- Guardar a garrafa ainda húmida;
- Não lavar a tampa, a rosca ou o vedante de silicone.
Então, como lavar corretamente?
- Lave a garrafa diariamente com água morna e detergente da loiça;
- Utilize um escovilhão para esfregar o interior e remover o biofilme (agitar apenas com água e detergente não é suficiente);
- Lave também a tampa, a rosca, o vedante de silicone e todos os acessórios separadamente;
- Deixa secar completamente antes de voltar a fechar a garrafa. Sempre que possível, guarde-a destapada.
Fonte: Mind the Trash
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Não existe mais água doce disponível no planeta do que aquela que já temos hoje?
O desafio não é encontrar mais água, mas aprender a geri-la melhor. Em Portugal, as secas prolongadas e o aumento do consumo colocam-nos perante decisões que podem marcar o futuro do país.
Assista ao documentário "Onde está a água?", da Fundação Francisco Manuel dos Santos, coproduzido pela RTP.
Ver documentário
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Existe um podcast inteiramente dedicado ao combate ao desperdício alimentar?
Falamos do podcast Food Connect, um espaço de debate e partilha sobre o combate ao desperdício alimentar, onde se dá a conhecer iniciativas inspiradoras, dicas práticas, soluções e propostas para reduzir este problema.
O último episódio contou com a presença de Rúben Gonçalves, da Fruta Feia. Ouvir aqui.
Pode ouvir os outros episódios aqui. |
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Deixem os combustíveis fósseis para trás, não as pessoas
Todos os dias, as famílias europeias sentem o impacto da volatilidade dos preços da energia — enquanto as empresas de petróleo e gás registam lucros recordes. Para inverter esta situação, a União Europeia criou o CELE2, um mecanismo que vai atribuir um preço às emissões dos transportes rodoviários e dos edifícios, gerando verbas para apoiar a transição das famílias para energias mais limpas. Mas o seu lançamento já foi adiado e vários governos pressionam para adiar ainda mais — ou cancelá-lo.
A ZERO integra o consórcio LIFE Effect, que lançou uma petição a exigir o fim dos adiamentos, investimento real em soluções para as famílias e o reforço do Fundo Social para o Clima. Uma transição justa não pode esperar.
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Chega de veneno à sua mesa!
Todos os dias, sem dar por isso, estamos expostos a químicos perigosos. É bem provável que no seu pequeno-almoço tenha consumido glifosato através de cereais, pão ou aveia. E que embalagens de alguns dos seus alimentos contenham PFAS, os chamados “químicos eternos“, que persistem no ambiente durante décadas.
Não é alarmismo. É o que estudos independentes continuam a demonstrar.
Mas, em vez de reforçar a proteção da saúde pública, a Comissão Europeia propôs enfraquecer a legislação sobre pesticidas. E alguns eurodeputados querem ir ainda mais longe.
Entre as propostas estão:
- Autorizações praticamente ilimitadas para substâncias perigosas, incluindo glifosato e pesticidas PFAS;
- Mais exceções para utilizar pesticidas já proibidos;
- Até 3 anos adicionais de utilização, mesmo quando já está demonstrado que representam um risco para a saúde e para o ambiente.⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀
A boa notícia? Existem alternativas. O que falta é vontade política.
Em menos de 2 minutos, envie uma mensagem aos eurodeputados das comissões do Ambiente e da Agricultura do Parlamento Europeu e dizer que este retrocesso não pode avançar.
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Estão abertas as candidaturas ao concurso Comunidades de Energia Gulbenkian, uma iniciativa que pretende apoiar a criação de dez Comunidades de Energia Renovável em Portugal.
O concurso destina-se a associações de desenvolvimento local, cooperativas e outras entidades sem fins lucrativos, disponibilizando até 30 mil euros de financiamento por projeto, bem como ações de capacitação para apoiar a implementação das iniciativas.
As Comunidades de Energia Renovável permitem que os cidadãos participem ativamente na produção, partilha e utilização de energia renovável, contribuindo para reduzir a fatura energética, reforçar a autonomia dos territórios, combater a pobreza energética e acelerar a transição para um modelo energético mais sustentável.
Inscrições
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Mousse de chocolate com chantilly
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INGREDIENTES
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• 200g tofu sedoso
• 1 colher chá cacau em pó
• 1 colher chá extrato baunilha
• 1 pitada bebida vegetal
• 1 pitada sal
• 150g chocolate negro
• 2 colheres chá xarope de agave ou ácer
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• 250 g natas soja para bater
• 2 colheres sopa açúcar ou outro adoçante
• 1 colher chá extrato baunilha (opcional)
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PREPARAÇÃO
1.º Coloque as natas de soja numa tigela fria e bata com uma batedeira até ficarem espessas.
2.º Adicione o açúcar e o extrato de baunilha e continue a bater até o chantilly ficar firme. Guarde no frigorífico.
3.º Coloque o tofu sedoso no liquidificador ou processador de alimentos com o cacau em pó, o extrato de baunilha, o adoçante, a bebida vegetal e o sal. Misture tudo muito bem.
4.º Derreta o chocolate negro e misture-o na mistura de tofu, com a ajuda do processador de alimentos.
5.º Prove e, se necessário, adicione um pouco mais de adoçante. Depois, deixe arrefecer no frigorífico até servir (cerca de 2 horas).
6.º Assim que estiver refrigerada, retire do frigorifico e adicione uma colher generosa do creme chantilly a cada porção da mousse de chocolate.
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