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Portugal precisa de uma Administração Pública mais eficaz, célere e transparente. Porém, confundir simplificação com enfraquecimento da avaliação ambiental é um erro a que o país não se pode permitir.
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A anunciada reestruturação da Agência Portuguesa do Ambiente (APA) e do Instituto de Conservação da Natureza e das Florestas (ICNF) surge envolta num discurso perigoso. Argumenta-se que os processos de licenciamento e avaliação são sobretudo obstáculos ao desenvolvimento.
Na opinião da ZERO, estes processos são sim instrumentos de salvaguarda do interesse público, da equidade entre promotores e da proteção dos recursos naturais que pertencem a todos. É evidente que procedimentos desnecessários devem, naturalmente, ser eliminados. Mas antes de lançar novas reformas, seria indispensável avaliar os resultados das simplificações já aprovadas.
Reformar sem diagnóstico, sem concertação e em prazos irrealistas arrisca-se a produzir o contrário do prometido: mais conflitos, menos confiança, decisões menos ponderadas e maior crispação social em torno de projetos que exigem transparência e rigor. Precisamos de meios para acompanhar, fiscalizar e fazer cumprir as condições impostas. Num país onde a pós-avaliação é muitas vezes insuficiente, onde a monitorização escasseia e onde a justiça é lenta, aligeirar licenciamentos sem reforçar o controlo posterior pode premiar quem não cumpre e penalizar quem respeita as regras.
A APA e o ICNF precisam de recursos, estabilidade técnica, independência científica e capacidade de coordenação. Não precisam de reformas-relâmpago que pressionem ainda mais equipas já no limite.
A transição energética, a conservação da natureza e a gestão sustentável do território exigem decisões rápidas, mas também decisões sólidas. O Estado não deve abdicar da sua missão pública em nome de uma miragem de eficiência. A verdadeira reforma será aquela que torna a proteção ambiental mais eficaz, mais transparente e mais participada — colocando a sustentabilidade no centro das decisões públicas.
Francisco Ferreira
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Se a Humanidade consumisse tantos recursos como Portugal, o cartão de crédito ambiental teria de ser usado a partir de hoje, 7 de maio
Este ano, Portugal melhorou muito ligeiramente a sua pegada ecológica, por comparação com os anos anteriores. Segundo os dados apresentados este ano, Portugal começa a exceder os recursos disponíveis para alimentar o nosso estilo de vida a 7 de maio, sendo que em 2025 o mesmo aconteceu a 5 de maio.
De uma forma mais concreta, se cada pessoa no Planeta vivesse como uma pessoa média portuguesa, a humanidade exigiria cerca de 2,9 planetas para sustentar as suas necessidades de recursos. Tal implicaria que a área produtiva disponível para regenerar recursos e absorver resíduos a nível mundial esgotar-se-ia no dia 7 de maio.
A partir daí seria necessário começar a usar recursos naturais que só deveriam ser utilizados a partir de 1 de janeiro de 2027.
Ler mais aqui
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E se o maior resíduo que produz em casa fosse também o mais fácil de transformar?
Quando separamos os restos de comida, as cascas de fruta ou as borras de café, por exemplo, em vez de os deitarmos no lixo indiferenciado, estamos a evitar que esses materiais acabem em aterro. onde libertam metano, um dos gases com maior efeito de estufa. Em vez disso, transformam-se em composto, um adubo natural que enriquece os solos e reduz a necessidade de fertilizantes químicos.
Mas compostar não é apenas bom para o ambiente. É também uma forma concreta de perceber o que produzimos e de repensar o ciclo dos recursos em casa.
Não é preciso ter jardim nem muito espaço: há opções para varandas, cozinhas e outras soluções a nível comunitário.
Saiba por onde começar aqui
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O ruído ambiental continua a afetar mais de 1 milhão de pessoas em Portugal?
No passado dia 29 de abril, assinalou-se o Dia Internacional de Sensibilização para o Ruído, uma data que sublinha um dos problemas ambientais mais subestimados em Portugal e na Europa. A publicação da Estratégia Nacional para o Ruído Ambiente 2025-2030 efetuada pela Agência Portuguesa do Ambiente, ocorrida em fevereiro de 2026 e que aponta para 1 milhão de portugueses afetados por ruído excessivo, representa um passo importante, mas ainda insuficiente face à dimensão do problema.
O ruído ambiente constitui uma ameaça sistémica à saúde pública e à qualidade de vida de uma forma geral, exigindo uma resposta política mais ambiciosa, baseada em evidência científica robusta e em instrumentos jurídicos eficazes.
Fique a saber tudo sobre este tema aqui |
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Os bebés e crianças são mais vulneráveis aos químicos nocivos?
O organismo dos bebés e das crianças reage de forma diferente ao dos adultos à exposição a substâncias químicas nocivas. Durante os primeiros anos de vida, sistemas essenciais como o nervoso, hormonal e imunitário ainda estão em desenvolvimento, o que torna esta fase especialmente sensível.
Além disso, o contacto frequente com objetos e superfícies (muitas vezes levados à boca ou em contacto direto com a pele) aumenta a absorção de químicos. A pele mais fina e um metabolismo ainda imaturo dificultam a eliminação destas substâncias, elevando o risco de impactos no desenvolvimento infantil. Descubra o que pode fazer para evitar aqui |
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Ainda pode consignar 1% do seu IRS à ZERO?
Sabia que pode ajudar, sem gastar um cêntimo? Consigne 1% do seu IRS à ZERO.
De 1 de abril a 30 de junho de 2026 pode indicar a ZERO como entidade beneficiária na sua declaração de IRS.
Dizemos-lhe como aqui. |
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Casa Digna para Toda a Gente
Habitação para todas as pessoas em Portugal e a melhoria da eficiência energética do edificado são desafios que exigem uma resposta coletiva e urgente. Garantir casas dignas, confortáveis e seguras implica um esforço concertado para reabilitar e adaptar as habitações, tornando-as mais eficientes do ponto de vista energético. Só com um compromisso comum será possível alcançar resultados mais eficazes e melhorar, de forma significativa, a qualidade de vida da população.
Garantir habitações dignas, confortáveis e energeticamente eficientes não pode ser um privilégio: deve ser um direito fundamental. Melhorar o desempenho térmico das casas, reduzir os custos com energia e combater a pobreza energética são prioridades urgentes para proteger a saúde, o bem-estar e a qualidade de vida da população. Vamos agir juntos. |
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INGREDIENTES
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• 1.250 g de feijão manteiga cozido
• 360 g de cenoura
• 390 g de couve lombarda
• 180 g de cebola
• 30 g de azeite
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• 300 g de abóbora
• 6 dentes de alho
• 390 g de cogumelos
• 150 g de polpa de tomate
• 3 g de sal iodado
• 0,6 g de pimentão doce, cominhos e pimenta em pó
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INSTRUÇÕES
1. Cozer o feijão, previamente demolhado de véspera, com folha de louro.
2. Picar a cebola e o alho, cortar a cenoura em rodelas, a abóbora em cubos e a couve em pedaços, e laminar os cogumelos.
3. Refogar a cebola e o alho com azeite e louro. Juntar a polpa de tomate, a cenoura, a abóbora, a couve e temperar com sal e as especiarias. Deixar estufar até a cenoura ficar quase macia.
4. Juntar os cogumelos, o feijão cozido e um pouco da água de cozer o feijão e deixar estufar.
5. Cozer o arroz em água e sal. Servir a feijoada com o arroz.
Pode encontrar outras receitas aqui! Para mais receitas sustentáveis, obtenha a aplicação VeggieKit! |
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Ação de controlo de invasoras + aplicação de estilha
No dia 23 de maio, pelas 9h30, a ZERO promove uma iniciativa de controlo de espécies invasoras e aplicação de estilha na Mata Nacional de Leiria, numa área onde decorre o projeto da nossa associação para o restauro de dois habitats naturais de conservação prioritária: o zimbral dunar e o faial-medronhal.
Como funcionará esta ação?
Os participantes serão divididos em grupos e irão alternando entre ambas as atividades, tendo a oportunidade de participar nas duas ações previstas.
A atividade é gratuita, inclui seguro de acidentes pessoais e é aberta a Associados e Não Associados.
O almoço, em formato de piquenique para promover um momento de confraternização entre todos, será da responsabilidade de cada um dos participantes.
A data limite de inscrição é 19 de maio!
Mais informações, programa e inscrições aqui
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