 |
|
Dia Mundial do Ambiente: a urgência não pode ter sinais contraditórios
Neste 5 de junho de 2026, Dia Mundial do Ambiente, onde o tema é “inspirados pela Natureza. Pelo Clima. Pelo Nosso Futuro”, importa questionarmo-nos se Portugal tem estado a responder à altura dos sinais urgentes que o planeta nos envia?
|
|
A ZERO reconhece que o mandato da Ministra do Ambiente e Energia teve avanços que merecem ser assinalados. A aprovação de planos de gestão da Rede Natura 2000 há muito em falta, procurando resolver um contencioso com a Comissão Europeia, é um passo relevante para a conservação da biodiversidade. Também é positiva a rejeição de uma aposta reforçada na incineração de resíduos urbanos, privilegiando soluções mais alinhadas com a economia circular. E deve ser valorizado o apoio do Fundo Ambiental à comparticipação nacional de projetos europeus das organizações não governamentais de ambiente. Mas estes sinais positivos não chegam para compensar fragilidades estruturais que continuam a comprometer a política ambiental em particular a grande subjugação que o Ministério do Ambiente e Energia tem revelado em relação ao Ministério da Agricultura.
Na gestão da água, o Ministério do Ambiente tem revelado incapacidade para afirmar uma visão autónoma face aos interesses do regadio intensivo e da construção de novas barragens, insistindo num modelo que aumenta a pressão sobre rios, solos e ecossistemas.
No Fundo Ambiental, a promessa de reforma, transparência e orientação por resultados continua por cumprir, mantendo-se um instrumento disperso, reativo e frequentemente capturado por prioridades alheias à proteção ambiental.
E no clima, a situação é particularmente preocupante: a redução recente das emissões não traduz ainda uma mudança estrutural, enquanto os transportes continuam a ser o principal foco de pressão e Portugal permanece longe do ritmo necessário para cumprir as metas de 2030. A tudo isto soma-se uma tendência perigosa: a chamada “simplificação”, que demasiadas vezes enfraquece a prevenção, fragiliza o ordenamento do território e entrega à fiscalização posterior aquilo que deveria ser evitado à partida.
Num país com fiscalização limitada e justiça lenta, esta opção transfere riscos para o Estado, os cidadãos e as gerações futuras. O Ministério do Ambiente e Energia deve ser a voz firme da defesa do bem comum. Neste Dia Mundial do Ambiente, Portugal precisa de menos ambiguidade e de mais coragem política para proteger o clima, a natureza e o futuro.
Francisco Ferreira
|
|
| |
|
ZERO alerta: crianças expostas a níveis preocupantes de poluição junto às escolas em Lisboa
A ZERO realizou, pela primeira vez, uma campanha de avaliação da qualidade do ar na envolvente de 15 escolas em Lisboa, através da medição de dióxido de azoto (NO₂). Para esta campanha foram utilizados tubos de difusão, da Gradko Internacional, instalados durante cerca de 3 semanas nos locais referidos, e posteriormente enviados para análise. Embora os valores-limite fixados na legislação se refiram a médias anuais, os resultados apresentados e o mapa interativo disponível no site da ZERO constituem, ainda assim, indicadores extremamente preocupantes.
Ler mais aqui
|
| |
|
Dia Mundial da Criança — Rua Escolar
Rua Dr. João Soares, Campo Grande
No passado dia 1 de junho, transformámos temporariamente a rua em frente ao Colégio Pestalozzi, em Lisboa, numa Rua Escolar: um espaço com menos carros, mais segurança, mais convívio e mais liberdade para as crianças ocuparem o espaço público.
Partilhamos algumas imagens desta manhã especial, que só foi possível graças ao apoio e colaboração do Colégio Pestalozzi, da Bicicultura e da Câmara Municipal de Lisboa.
As Ruas Escolares são uma solução já implementada em muitas cidades europeias. Ao restringir o tráfego motorizado nos períodos de entrada e saída das escolas, ajudam a reduzir a poluição do ar e o ruído, aumentam a segurança rodoviária e incentivam as deslocações a pé e de bicicleta.
Num contexto em que a ZERO revelou que nenhuma das 15 escolas analisadas em Lisboa cumpre os valores de qualidade do ar recomendados pela Organização Mundial da Saúde, estas medidas são mais importantes do que nunca. |
| |
|
Praias ZERO Poluição 2026
Com a aproximação da época balnear, a qualidade da água das praias volta a estar no centro das atenções. Este ano, a ZERO identificou 73 Praias ZERO Poluição em Portugal, distribuídas por 34 concelhos. Esta é uma distinção que a ZERO faz anualmente e que premeia as praias onde não foi detetada qualquer contaminação microbiológica nas análises realizadas ao longo das últimas três épocas balneares e cuja classificação da qualidade da água foi sempre "Excelente".
Apesar dos bons exemplos que continuam a existir em todo o país, o número de praias distinguidas diminuiu face ao ano passado.
O que explica esta evolução? O que nos dizem estes resultados sobre o estado das nossas águas balneares? E que desafios continuam por resolver para garantir praias mais limpas e ecossistemas aquáticos mais saudáveis?
Foi sobre isso que conversamos neste episódio com Francisco Ferreira, presidente da ZERO.
Ouvir em Spotify
Ouvir em Apple Podcasts
|
| |
|
Envie-nos as suas dúvidas sobre o sistema VOLTA
O novo Sistema de Depósito e Reembolso de Embalagens (VOLTA) já está em funcionamento e marca uma nova etapa na gestão de embalagens de bebidas em Portugal. Mas sabemos que muitas pessoas ainda têm dúvidas sobre o seu funcionamento. Por isso, estamos a preparar um novo episódio do podcast Zona ZERO dedicado a este tema e gostaríamos que fosse construído também com as suas questões. Que dúvidas tem sobre este sistema? Envie-nos a sua pergunta através deste formulário. As questões mais relevantes e frequentes serão respondidas durante o episódio. Contamos com a sua participação. |
| |
|
Relatório do projeto de restauro da Mata de Leiria
14.050 árvores plantadas na Mata Nacional de Leiria, entre novembro de 2025 e março de 2026.
Por trás deste número estão centenas de pessoas, ações de voluntariado, empresas comprometidas e uma vontade comum de ajudar a recuperar um dos mais importantes ecossistemas florestais do país.
Nos últimos anos temos vindo a restaurar habitats prioritários na Mata de Leiria, apostando em espécies autóctones e numa abordagem que respeita os processos naturais do ecossistema. Mais do que plantar árvores, estamos a criar condições para reforçar a biodiversidade, aumentar a resiliência do território e promover a recuperação de habitats afetados pelos incêndios de 2017 e, mais recentemente, pelas sucessivas e intensas tempestades.Cada planta conta. Cada ação conta. E cada contributo ajuda a devolver vida a este território.
Obrigada a todos os que nos têm acompanhado neste projeto e nos permitem cumprir esta missão.
Conheça em detalhe os resultados, a metodologia e o impacto deste projeto aqui. |
| |
|
Apoie a ZERO
Portugal é um dos países com maior biodiversidade da Europa. Num território relativamente pequeno, cruzam-se ecossistemas únicos com algumas das espécies mais singulares do mundo — e muitas delas estão ameaçadas.
Todos os dias trabalhamos por um país mais sustentável, mais justo e mais preparado para enfrentar a crise climática. Mas nada disto é possível sem o apoio de quem acredita nesta missão.
Ao participar nesta iniciativa, está a apoiar o trabalho da ZERO na defesa do ambiente, na pressão por políticas públicas mais ambiciosas e na construção de soluções para um futuro mais sustentável para todos.
Como funciona:
- Escolha a ilustração e o tamanho
- Faça o donativo
- Receba em casa por correio registado, num tubo protetor, pronto a emoldurar
A iniciativa termina a 20 de junho.
Participe aqui |
| |
|
Algumas recomendações que a ZERO considera essenciais neste início de época balnear:
- Por razões ambientais e de segurança, só devem ser frequentadas praias classificadas como zonas balneares, onde se conhece a qualidade da água e onde haja vigilância;
- Não devem ser deixados quaisquer resíduos na praia e, sempre que possível, devemos encaminhá-los através da recolha seletiva;
- Deve-se preservar a paisagem e os ecossistemas envolventes das zonas balneares, evitando o pisoteio de dunas e outras áreas sensíveis.
|
| |
|
Cheesecake de lima e limão
|
| |
|
INGREDIENTES
|
• 400 ml de iogurte de soja natural
• 250 ml de bebida vegetal
• 250 ml de queijo vegetal para barrar
• 1 colher de sopa de agar-agar
• 6 colheres de sopa de agave a gosto
|
• 450 g de bolacha digestiva de aveia
• 5 colheres de sopa de óleo de coco
• 1/2 limão (sumo)
• 1/2 lima (sumo)
|
|
|
| |
|
INSTRUÇÕES
1. Esmague as bolachas, com uma garrafa de vidro ou no processador de alimentos, e adicione o óleo à temperatura ambiente.
2. Envolva com as mãos, e dispor na forma, coberta com papel vegetal. Pressione bem de forma a aglutinar tudo e reservar no frigorífico.
3. Coloque a bebida vegetal numa panela com 1 colher de sopa de agar-agar e deixe ferver por 10 min.
4. Junte o iogurte num copo liquidificador com o queijo, o sumo de limão, lima e o agave.
5. Adicione a bebida vegetal fervida e bata novamente.
6. Vert sobre a bolacha e guarde novamente no frigorífico ou congelador para um textura mais gelada e menos cremosa. Deixe por 1h, ou até menos (mas pode não ficar tão fresquinho).
Pode encontrar outras receitas aqui! Para mais receitas sustentáveis, obtenha a aplicação VeggieKit! |
| |
|