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Portugal já teve cinco ondas de calor em 2026, contabilizadas até 26 de junho, num total acumulado de 59 dias em onda de calor. Entretanto, o episódio de calor atual deverá dar origem a uma nova onda de calor, estimada pelo IPMA como podendo durar 8 a 10 dias e atingir praticamente todo o país, com uma intensidade e uma extensão muito significativas. O IPMA antecipa temperaturas máximas muito elevadas, que poderão chegar aos 40–43 ºC em várias regiões, acompanhadas de noites tropicais.
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Estes episódios já não podem ser tratados como meras exceções meteorológicas porque ao serem avaliados no seu conjunto são sinais claros de uma crise climática em aceleração, que agrava riscos para a saúde, pressiona serviços públicos, fragiliza ecossistemas e amplia o perigo de incêndio.
A resposta tem de ser imediata e estrutural, quer em termos de redução de emissões, quer em termos de adaptação. À escala municipal, é urgente proteger as populações mais vulneráveis, criar refúgios climáticos, aumentar a sombra e o arvoredo urbano, reduzir o tráfego automóvel, melhorar a eficiência energética dos edifícios e preparar escolas, lares, transportes e serviços de saúde para calor extremo. À escala nacional, é indispensável acelerar a redução das emissões, abandonar de vez a dependência dos combustíveis fósseis e garantir que a adaptação climática deixe de ser um capítulo secundário das políticas públicas. Em todo o mundo, a prioridade deve ser inequívoca: cortar emissões de forma rápida, justa e vinculativa. Mas Portugal não pode esperar pelos outros. Os planos municipais e regionais de ação climática têm de ser aprovados onde ainda faltam e, acima de tudo, executados com financiamento, metas, prazos e monitorização pública. Cada onda de calor é um aviso. A diferença nos impactes imediatos e futuros e entre prevenção e tragédia mede-se nas decisões corajosas que tomarmos agora.
Francisco Ferreira
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ZERO alerta para atraso de um ano na entrega à Comissão Europeia do Plano Social para o Clima de Portugal
O Governo Português encontra-se com um ano de atraso na entrega do Plano Social para o Clima à Comissão Europeia, um instrumento essencial para aceder ao Fundo Social para o Clima (da UE). Neste contexto, a ZERO entregou no passado dia 30 de junho, ao Ministério do Ambiente e Energia, um relatório baseado em 68 testemunhos recolhidos entre março e abril de 2026, junto de cidadãos e cidadãs sobre as condições das suas habitações, com especial enfoque no conforto térmico.
Leia mais aqui.
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Descubra as respostas às dúvidas mais frequentes sobre o sistema VOLTA
O sistema VOLTA entrou em vigor e, com ele, surgiram muitas dúvidas. Que embalagens estão incluídas? Como funciona o reembolso? Um restaurante pode cobrar o depósito? E o que acontece aos valores que nunca são reclamados?
A ZERO decidiu responder a estas e a muitas outras questões sobre o novo Sistema de Depósito e Reembolso — desde o enquadramento legal que o originou até às situações mais concretas do dia a dia, passando pelo funcionamento nos estabelecimentos HORECA, nas cantinas, nos eventos e no pequeno comércio.
Conheça todas as respostas neste artigo ou ouça o nosso podcast.
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Existe um mapa interativo que mostra os sítios mais frescos de Lisboa para fugir ao calor?
Num dia de calor intenso, um jardim com sombra, uma biblioteca com ar condicionado ou um bebedouro próximo podem fazer toda a diferença, mas nem sempre sabemos onde ficam. Um cidadão lisboeta criou mapas interativos que identificam exatamente esses pontos pela cidade: jardins, fontes, bebedouros, piscinas públicas e bibliotecas. Mais do que isso, o mapa cruza essa informação com os dados de temperatura de cada zona, mostrando quais os bairros onde o calor é mais intenso e onde estes espaços de alívio são mais escassos — e por isso mais urgentes. Uma ferramenta simples e útil para navegar a cidade nos dias mais quentes.
Explore o mapa e descubra os sítios mais frescos perto de si
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Mais de 1 milhão de toneladas de alimentos acabam no lixo em Portugal todos os anos?
O que comemos — e o que desperdiçamos — tem um impacto direto no planeta e na nossa saúde. Os hábitos alimentares inadequados contribuem para a perda de anos de vida saudável, as emissões associadas à produção de alimentos de origem animal são das mais significativas do setor, e grande parte do que se produz nunca chega a ser consumido. Um problema com múltiplas causas — e com soluções ao alcance de todos.
Para mudar este cenário, podemos começar por planear melhor as compras, reaproveitar sobras e partes de alimentos que normalmente se descartam, levar as sobras do restaurante para casa, apoiar iniciativas de recolha e doação de alimentos, incluir mais refeições de base vegetal na nossa alimentação e separar corretamente os biorresíduos. |
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Deixem os combustíveis fósseis para trás, não as pessoas
Todos os dias, as famílias europeias sentem o impacto da volatilidade dos preços da energia — enquanto as empresas de petróleo e gás registam lucros recordes. Para inverter esta situação, a UE criou o CELE2, um mecanismo que vai atribuir um preço às emissões dos transportes rodoviários e dos edifícios, gerando verbas para apoiar a transição das famílias para energias mais limpas. Mas o seu lançamento já foi adiado e vários governos pressionam para adiar ainda mais — ou cancelá-lo.
A ZERO integra o consórcio LIFE Effect, que lançou uma petição a exigir o fim dos adiamentos, investimento real em soluções para as famílias e o reforço do Fundo Social para o Clima. Uma transição justa não pode esperar.
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Cachupa pelo Clima
Um debate sobre financiamento climático, cachupa vegana e música ao vivo — tudo num só evento, em parceria com a Junta de Freguesia de Arroios.
A iniciativa assinala o acordo entre Portugal e Cabo Verde que converteu cerca de 12 milhões de euros da dívida cabo-verdiana num Fundo Climático e Ambiental. Será também o palco para a apresentação do Manifesto Lusófono para a COP31, promovido pela Rede Lusófona para o Clima — uma iniciativa liderada pela ZERO e pela OIKOS que reúne organizações e ativistas dos PALOP.
A participação é gratuita, mediante inscrição prévia até 13 de julho.
Inscrições
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Guisado de Legumes e Feijão Manteiga
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INGREDIENTES
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• 400g feijão manteiga cozido
• 150g brócolos apenas os floretes
• 1 cenoura cortada em meia lua
• 1 cebola picada
• 2 dentes alho picados
• 250g cogumelos frescos cortados em cubos
• 100g polpa tomate
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• 200g caldo legumes líquido
• 50g vinho branco
• 2 c. sobremesa paprika fumada
• 1 c. sobremesa cominhos, alho em pó e cebola em pó
• 3 c. sopa molho soja
• 2 c. sopa azeite
• q.b.sal e pimenta preta
• q.b.salsa picada para guarnecer
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INSTRUÇÕES
1.º Num tacho grande, aqueça o azeite em lume médio e refogue a cebola e os dentes de alho até que fiquem ligeiramente dourados.
2.º Adicione a cenoura, os brócolos e os cogumelos frescos. Deixe cozinhar por cerca de 5 minutos, mexendo ocasionalmente, até que os legumes comecem a amolecer.
3.º Tempere com a paprika fumada, os cominhos, o alho em pó e a cebola em pó. Envolva bem para que os aromas se libertem.
4.º Refresque o preparado com o vinho branco e deixe ferver por 2 minutos para que o álcool evapore.
5.º Acrescente a polpa de tomate, o molho de soja e o caldo de legumes líquido. Tape o tacho e deixe cozinhar em lume brando durante 20 minutos.
6.º Adicione o feijão branco e deixe cozinhar por mais 5 minutos.
7.º Retifique os temperos com o sal e a pimenta preta.
8.º Desligue o lume e guarneça com salsa picada por cima antes de servir.
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