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EUA estarão vinculados ao Acordo de Paris por mais 4 anos

Como reação aos resultados da eleição presidencial nos Estados Unidos da América (EUA), a associação ambientalista ZERO – Associação Sistema Terrestre Sustentável que está envolvida no processo negocial sobre as alterações climáticas em Marraquexe na COP22 até dia 18 de novembro, lembra que independentemente do desfecho, felizmente há todo um conjunto de países, empresas e povos que estão a agir para enfrentar a crise climática.

O Acordo de Paris é o resultado de uma robusta cooperação internacional para enfrentar a ameaça climática que mudou a economia global na última década. As energias renováveis estão a substituir o carvão como fonte de energia global. Os veículos elétricos são o segmento de crescimento da indústria automobilística. Os empregos estão a ser criados mais rapidamente em setores limpos do que em quaisquer outros. Este é o caso dos EUA e de todas as outras grandes economias e a entrada em vigor do Acordo de Paris, em 4 de novembro, ressaltou a escala desse compromisso e a dinâmica contínua no processo.

O Acordo de Paris é do interesse dos EUA. É um Acordo em que cada país concordou fazer a sua parte, com o apoio de empresas dos EUA, cidades e investidores. Paris é já uma lei internacional e são necessários quatro anos para que os EUA formalmente se retirem (de acordo como Artigo 28º), sendo assim impossível uma saída imediata. É do interesse nacional de todos os países implementar o Acordo de Paris. Nenhum país está imune às mudanças climáticas, e todos devem ser parte da solução. Haverá uma enorme pressão diplomática sobre os EUA para que se envolvam, não apenas de outros países, mas certamente dentro do próprio governo dos EUA.

O Acordo de Paris é direito internacional. É apoiado por uma ampla gama de setores de empresas, investidores, comunidades religiosas, médicos e sindicatos em todo o mundo. Em Marrocos está-se a tornar o Acordo de Paris mais ousado e mais ambicioso porque é tão amplamente apoiado.

Embora não haja dúvida de que o futuro Presidente Trump apoia os combustíveis fósseis, a energia renovável nos Estados Unidos é cada vez mais competitiva em termos de custos e atraente para os investidores e consumidores.

É lamentável que o próximo Presidente dos Estados Unidos da América ainda não tenha entendido que o mundo está no caminho certo para eliminar os combustíveis fósseis. Embora seja claro que Donald Trump não pode retirar imediatamente os EUA nem minar o Acordo de Paris, existe o risco de os EUA perderem o barco numa corrida para um futuro renovável. No entanto, não há nenhum receio de que a mudança do paradigma energético em curso no mundo seja perturbada por este resultado eleitoral. Como mais de metade de todos os países do mundo (103 Partes até hoje), ratificaram o Acordo de Paris, é claro que o ímpeto de Paris continuará, não importa quem seja o Presidente dos EUA.

 

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