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Sciaena, Zero e ANP|WWF publicam resultados de estudo que demonstram a indiscutível aceitação dos portugueses de um sistema de depósito com retorno para bebidas.

Um inquérito divulgado hoje pelas associações ZERO, Sciaena e ANP|WWF1 indica que mais de noventa por cento dos portugueses é a favor da introdução de um sistema generalizado de tara recuperável2. As organizações de defesa do ambiente divulgaram os resultados numa altura em que circulam indicações de que a pressão de certos setores da indústria estará a fazer o Governo ponderar incumprir a legislação da Assembleia da República3 (que prevê a inclusão das embalagens de plástico, metal e vidro) e introduzir lacunas que excluiriam elementos chave do sistema, nomeadamente as embalagens de vidro.

 O inquérito agora tornado público foi realizado por uma empresa especializada no final de 2020 e abrangeu uma amostra representativa da população do território de Portugal Continental. As principais conclusões são que 91,6% dos inquiridos está a favor da introdução de um sistema generalizado de tara recuperável e que 86,5% concorda que este sistema deve incluir todo o tipo de garrafas e latas, sejam elas de plástico, metal ou vidro.

Para cerca de 85% dos participantes há uma razão clara para ter um sistema de tara recuperável para todas as embalagens de bebidas – as cidades e as praias ficarão mais limpas, e os municípios pouparão dezenas de milhões de euros anualmente com as limpezas de rua e de praias.

De salientar ainda que aproximadamente 90% dos participantes afirma que os seus hábitos de reciclagem se alterariam com a introdução do sistema e que gostariam que este estivesse em funcionamento o mais rapidamente possível.

Para a Sciaena, a ZERO e a ANP|WWF este estudo confirma que os portugueses concordam com o previsto na legislação e que irão aderir ao sistema de tara recuperável para todas as bebidas. Perante este amplo apoio dos cidadãos, encorajamos o Governo a resistir às pressões que tem sentido e a manter todo o tipo de embalagens no sistema, como os consumidores querem e a Assembleia da República decidiu.