 |
|
Esta semana, as Nações Unidas confirmaram aquilo que a comunidade científica já apontava há vários anos: o aquecimento global vai infelizmente ultrapassar o limite de 1,5°C acima da era pré-industrial, provavelmente já nos próximos anos. É essa a conclusão do mais recente relatório do Programa das Nações Unidas para o Ambiente, que assume que a travessia da fronteira fixada pelo Acordo de Paris deixou de poder ser evitada, com o pico do aquecimento a poder situar-se nos 1,8°C no cenário mais otimista — e a arriscar ultrapassar os 2°C caso a redução de emissões continue a atrasar-se.
|
|
O que está em causa não é resignarmo-nos a um limite já comprometido, mas perceber que cada fração de grau a mais, e cada ano vivido acima dele, tem um custo que se paga em ecossistemas, em território e, cada vez mais, em vidas humanas.
Em estreita relação com as alterações climáticas, a ZERO acompanhou à distância a Conferência das Partes da Convenção das Nações Unidas de Combate à Desertificação, que terminou no final do mês sem acordo sobre um quadro internacional de gestão da seca. É a segunda vez consecutiva que as negociações multilaterais falham este objetivo, agora adiado para 2028. Perante este impasse, a nossa posição foi clara: Portugal não pode condicionar a sua política de combate à seca ao ritmo lento do consenso internacional. Com mais de dois terços do território continental em risco moderado a muito elevado de desertificação, a resiliência do país não pode ficar à espera de mais uma cimeira internacional.
Do lado da mitigação, o mês trouxe igualmente motivos para insistir. Defendemos o encerramento faseado da rede de gás natural fóssil, num momento em que a própria aposta europeia na eletrificação retira sentido a qualquer expansão das redes de distribuição de gás em Portugal. E mostrámos como eletrificar o transporte pesado reduz, mais depressa do que qualquer alternativa, a dependência do petróleo e a exposição do país a choques inflacionistas.
A par disto, questionámos a construção de um incinerador no Algarve, alertámos para os riscos de uma monocultura de tangerinas na Comporta sobre um aquífero já em colapso, exigimos a suspensão do concurso de prospeção mineira em Girabolhos e opusemo-nos ao prolongamento da vida da central nuclear de Almaraz até 2030. São processos diferentes, mas com um fio condutor comum: em cada um deles, o curto prazo económico ou político tentou sobrepor-se à salvaguarda de recursos que não se recuperam depois de perdidos: solo, água, biodiversidade.
Francisco Ferreira
|
|
| |
|
ZERO preocupada com agravamento da qualidade das águas balneares em 2026
Comparação através de relatórios oficiais dos meses de maio a julho mostra agravamento da qualidade das águas balneares entre 2025 e 2026 – restrições ao banho até final de julho sobem 65% e interdições mais do que duplicam na época balnear de 2026; dados até 30 de agosto revelam que 68 águas balneares em todo o país tiveram pelo menos uma vez água imprópria para banho, num total de 87 ocorrências.
|
| |
|
A ZERO alerta para o facto de o novo enquadramento aprovado pela Resolução do Conselho de Ministros n.º 70/2026 poder colocar Portugal na rota da expansão europeia de data centers, mas não assegurar, com a robustez necessária, que estas infraestruturas contribuam efetivamente para a transição climática, a eficiência no uso de recursos e o desenvolvimento equilibrado do território. Ler notícia completa aqui
|
Em Portugal a eletrificação dos veículos pesados continua a evoluir a um ritmo muitíssimo “tímido”. A situação é particularmente preocupante no transporte de mercadorias, onde a eletrificação permanece praticamente inexistente. Em 2024, data dos últimos dados publicados pelo IMT, apenas 0,1% dos veículos pesados de mercadorias eram elétricos, e no caso dos pesados de passageiros, apenas 3,8%. Ler notícia completa aqui.
| |
|
|
| |
|
Se ainda tem dúvidas sobre o VOLTA, temos uma recomendação para si: ouça este episódio do podcast Zona ZERO.
Que embalagens pode devolver? Onde? Como funciona o depósito? E o que acontece depois da entrega?
Neste episódio, explicamos de forma simples e prática tudo o que precisa de saber para usar o VOLTA, percebendo também porque este sistema pode contribuir para aumentar a recolha e a reciclagem de embalagens. Susana Fonseca, vice-presidente da ZERO, responde ainda às dúvidas mais frequentes de seguidores e associados.
Se quer perceber o VOLTA sem complicações, comece por aqui.
Ouvir o episódio
|
| |
|
Pode reduzir a exposição a substâncias químicas perigosas no seu dia a dia?
Dos alimentos aos produtos de higiene, passando pela roupa, brinquedos, utensílios de cozinha ou materiais que todos temos em casa, há muitas escolhas do dia a dia que podem ajudar a reduzir a exposição a substâncias nocivas.
A ZERO reuniu num só espaço informação e dicas práticas para perceber onde estes químicos podem estar escondidos e como fazer escolhas mais seguras para si, para quem vive consigo e para o ambiente.
Uma casa com menos tóxicos pode começar por pequenas mudanças. Sabe por onde começar?
Descubra como viver com menos tóxicos
|
| |
|
Ajude a proteger o Parque Natural de Sintra-Cascais
Está em curso a revisão do Plano Diretor Municipal de Sintra, com propostas que podem abrir caminho a maior densificação, concentração construtiva e crescimento em altura em áreas de elevado valor natural e paisagístico.
Uma petição dirigida à Assembleia da República pede que este processo seja acompanhado e que seja impedida a urbanização do Parque Natural de Sintra-Cascais, salvaguardando um património que pertence a todas as pessoas e às gerações futuras.
|
| |
|
Ajude a proteger os solos da Europa
O solo sustenta os nossos alimentos, a biodiversidade e ajuda a regular o clima. Mas estima-se que 60 a 70% dos solos da União Europeia não estejam saudáveis, devido a fatores como poluição, erosão, práticas agrícolas insustentáveis e expansão urbana.
A campanha "Save Soil" pede apoio a políticas europeias fortes para proteger e recuperar a saúde dos solos, com medidas que permitam monitorizar a sua degradação, apoiar a recuperação e identificar e gerir solos contaminados.
Junte a sua voz e ajude a garantir solos saudáveis para as próximas gerações.
|
| |
|
Participe num estudo sobre o futuro das baterias dos veículos elétricos
O que pesa mais na escolha de uma bateria para um veículo elétrico: o preço, a sustentabilidade, a possibilidade de reparação ou a origem das matérias-primas?
Um estudo está a comparar as escolhas de consumidores em Portugal e na Alemanha, incluindo questões como a produção na China ou na Europa e o caso da extração de lítio em Barroso.
A participação é anónima e voluntária, demora cerca de 8 a 10 minutos e vai ajudar a compreender melhor como conciliamos a transição para a mobilidade elétrica com a proteção ambiental e dos territórios.
|
| |
Repensar a floresta para quebrar o ciclo dos incêndios
Os grandes incêndios que atingem Portugal ano após ano não são acontecimentos isolados. São também o reflexo de uma relação com a floresta e o território que precisa de mudar.
Este encontro, promovido com a ReflorestarPT, convida a pensar essa mudança em duas conversas: uma sobre as respostas urgentes e estruturais à crise dos incêndios e outra sobre como tornar a paisagem portuguesa mais resiliente ao fogo, às alterações climáticas e à degradação ecológica.
Um momento para cruzar ciência, políticas públicas e experiência no terreno e discutir caminhos para uma nova relação com a floresta.
- Culturgest | Pequeno Auditório
- 16h30 — Floresta e Comunidade
- 19h00 — Paisagem, Clima, Futuro
Garanta o seu lugar
|
| |
|
INGREDIENTES
|
• 2 beterrabas médias e cortadas
• 1 colher de sopa de azeite
• Sal marinho e pimenta preta a gosto
• 5 raminhos de tomilho fresco
• 1/2 cebola média cortada
• 1 maçã descascada e cortada
|
• 1 batata cozida pequena
• 400 ml de água ou caldo de legumes
|
|
|
| |
|
PREPARAÇÃO
1.º Prepara as beterrabas, e tempera os cubos com azeite, sal, pimenta preta e o tomilho.
2.º Leva ao forno durante 20 a 25 minutos a 200ºC.
3.º Salteia numa panela média a cebola no azeite, e junta a maçã em cubos. Salteia durante alguns minutos, e junta os cubos de beterraba, batata cozida (se utilizar) e a água.
4.º Deixa cozer uns 7 minutos em lume brando. Tritura a sopa com uma varinha mágica.
5.º Serve a sopa em pratos ou taças individuais, decoradas com iogurte de soja natural, folhas de tomilho ou pinhões.
Pode encontrar outras receitas aqui! Para mais receitas sustentáveis, obtenha a aplicação VeggieKit! |
| |
|