Início » ZERO alerta que incineração de resíduos urbanos é uma das fontes de energia mais inimigas do clima na produção de eletricidade
Desde 2006 que existem dados que provam que a incineração de resíduos urbanos (RU) é uma das formas mais poluentes de produzir energia elétrica no sistema elétrico nacional, não obstante o facto de, durante vários anos ter recebido subsídios como energia renovável. Quando os interesses ligados ao setor da incineração de resíduos se estão a movimentar para procurar levar o país a gastar mais de mil milhões de euros (que não podem vir de fundos comunitários) na construção de mais incineradores, e no rescaldo da COP30, onde se discutiu a urgência da redução das emissões de Gases de efeito de Estufa (GEE), a ZERO divulga os dados disponibilizados pela Entidade Reguladora dos Serviços Energéticos (ERSE) que provam que a incineração de resíduos é, atualmente, na esmagadora maioria das situações, a fonte de energia elétrica com maiores emissões por unidade de energia produzida (gCO2/kWh).
Segundo os dados da ERSE, a incineração de resíduos urbanos é, de todas as fontes de energia elétrica atualmente usadas para produzir eletricidade em Portugal, aquela que liberta mais gases com efeito de estufa por unidade de eletricidade produzida, com exceção da utilização de diesel na Região Autónoma da Madeira:
|
Continente (gCO2/kWh) |
R. A. Açores (g CO2/kWh) |
R. A. Madeira (g CO2/kWh) |
|
|
Gás natural fóssil |
371 |
371 |
|
|
Cogeração fóssil |
327 |
327 |
327 |
|
Diesel (fóssil) |
608 |
851 |
|
|
Incineração RU |
777 |
777 |
777 |
|
Geotermia |
199 |
(https://www.erse.pt/eletricidade/garantias-de-origem-e-rotulagem/rotulagem/).
As elevadas emissões por tonelada de RU incinerados, ficam a dever-se à existência nos RU de materiais com carbono fóssil, como os plásticos, e ainda à pouca eficiência energética do processo devido ao elevado teor em água dos RU decorrente do seu conteúdo em biorresíduos.
Portugal já tem capacidade de incineração de resíduos suficiente, sendo o mais importante garantir uma boa recolha seletiva de resíduos, incluindo dos bioresíduos, e garantir o pré-tratamento de todos os resíduos indiferenciados.
Para tal, as estações de tratamento mecânico e biológico (TMB) podem desempenhar um papel fundamental no tratamento dos resíduos indiferenciados, com benefícios climáticos e com as seguintes vantagens em relação à incineração:
Portanto, é fundamental que o Governo, mas também os sistemas de gestão de resíduos e, em particular, os municípios, compreendam que existem formas de gerir os resíduos urbanos que, além de os transformarem em matérias-primas mais sustentáveis, são muito mais baratas e muito mais limpas em termos de emissões de gases com efeito de estufa.
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