Início » Onda de calor já está a trazer concentrações muito elevadas de ozono e população TEM de ser prevenida e avisada
90% do ozono na atmosfera está concentrado na denominada camada de ozono, a cerca de 45 quilómetros de altitude, e protege-nos da radiação ultravioleta, enquanto 10% do ozono está presente à superfície, na troposfera, e pode causar prejuízos à saúde e à vegetação. Este último ozono respirável é um poluente secundário que se forma a partir de outros poluentes como os óxidos de azoto (emitidos pelo tráfego rodoviário e pela combustão na indústria) e os compostos orgânicos voláteis (emitidos pelo tráfego rodoviário e também por determinado tipo de espécies florestais). A formação de ozono é propiciada por forte radiação solar e elevadas temperaturas, pelo que as condições meteorológicas recentes e previstas para hoje e amanhã são determinantes.
De acordo com a legislação, há dois limiares de informação obrigatória à população:
Com as temperaturas muito elevadas, a forte radiação solar, a estabilidade atmosférica e a persistência do tempo quente e seco previstas para os próximos dias, a formação de ozono troposférico é claramente expectável já hoje e ao longo desta onda de calor, em particular durante o fim de semana.
Esta dinâmica explica porque os valores mais elevados de ozono nem sempre ocorrem junto às fontes de emissão. Nos centros urbanos, o monóxido de azoto emitido pelo tráfego pode mesmo consumir parte do ozono existente, reduzindo temporariamente as suas concentrações. Com menor tráfego rodoviário durante o fim de semana, esse efeito de “destruição” do ozono tende a diminuir, podendo verificar-se concentrações mais elevadas, sobretudo quando existe transporte de massas de ar poluídas para zonas periféricas e interiores.
Por isso, a situação poderá agravar-se nos próximos dias, com maior probabilidade de níveis elevados de ozono nas regiões suburbanas, periurbanas e no interior, a sotavento das principais áreas urbanas e industriais.
De momento, até às 15h, já duas estações de monitorização apresentavam ultrapassagens dos limiares de informação de ozono (valor horário de 180 μg/m3) em Alfragide / Amadora e Reboleira / Amadora A população pode consultar os níveis de ozono medidos através da rede de monitorização de qualidade do ar no site da Agência Portuguesa do Ambiente (qualar.apambiente.pt) e na aplicação QualAr, sendo que no caso das estações de monitorização da qualidade do ar do Centro e nalguns locais com estações de monitorização nas regiões Norte e Alentejo essa informação não está disponível.
Os efeitos na saúde à exposição de curto prazo a elevadas concentrações de ozono passam por danos aos pulmões e inflamação das vias respiratórias, aumento da tosse e maior probabilidade de ataques de asma. São particularmente os grupos sensíveis (crianças, idosos e pessoas com doenças respiratórias) que podem sofrer consequências mais graves. Quando se verificam elevadas concentrações, as precauções passam por as pessoas permanecerem em casa ou noutros locais fechados e não fazer atividade física intensa. Estima-se que a exposição ao ozono seja responsável pela morte prematura de milhares de pessoas na Europa com custos adicionais para o sistema nacional de saúde.
É obrigação das entidades regionais (as Comissões de Coordenação e Desenvolvimento Regional) avisarem as outras autoridades e a população através da comunicação social, da ocorrência de ultrapassagens aos limiares e é crucial que a comunicação social os faça chegar às populações. Como as ultrapassagens aos limiares têm um curto período (entre uma hora a algumas horas), os avisos têm de ser rápida e eficazmente transmitidos à população. Isso só pode ser feito através das rádios nacionais nos seus noticiários, rádios locais e televisões com uma forte componente de informação. Mais importante ainda, é deixar avisos antecipados à população no caso de forte probabilidade de ocorrência de ultrapassagens. Em ambos os casos, a ZERO defende que a transmissão de informação deveria ser complementada pelo envio de avisos por SMS pela Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil para os telemóveis em áreas afetadas.
| Cookie | Duração | Descrição |
|---|---|---|
| cookielawinfo-checkbox-analytics | 11 months | This cookie is set by GDPR Cookie Consent plugin. The cookie is used to store the user consent for the cookies in the category "Analytics". |
| cookielawinfo-checkbox-functional | 11 months | The cookie is set by GDPR cookie consent to record the user consent for the cookies in the category "Functional". |
| cookielawinfo-checkbox-necessary | 11 months | This cookie is set by GDPR Cookie Consent plugin. The cookies is used to store the user consent for the cookies in the category "Necessary". |
| cookielawinfo-checkbox-others | 11 months | This cookie is set by GDPR Cookie Consent plugin. The cookie is used to store the user consent for the cookies in the category "Other. |
| cookielawinfo-checkbox-performance | 11 months | This cookie is set by GDPR Cookie Consent plugin. The cookie is used to store the user consent for the cookies in the category "Performance". |
| viewed_cookie_policy | 11 months | The cookie is set by the GDPR Cookie Consent plugin and is used to store whether or not user has consented to the use of cookies. It does not store any personal data. |