Há quem defenda, na indústria e na política, que os setores abrangidos pelo CELE1 já não conseguem descarbonizar muito mais e que muitos são «difíceis de descarbonizar». Um novo estudo do Öko-Institut mostra que não é bem assim.
O estudo analisa as reduções de emissões tecnicamente possíveis nos 14 setores do CELE1 que mais emitem (combustão, aviação, transporte marítimo, indústrias intensivas em energia e incineração de resíduos) e faz uma análise mais breve dos 11 que emitem menos, como os metais não ferrosos, o carbonato de sódio e o ácido nítrico.
O que conclui:
. A maioria dos setores pode chegar a emissões residuais muito baixas até 2040 e 2050, num cenário de progresso elevado e noutro de progresso médio.
. Isto é possível com tecnologias que já existem, desde que haja investimento público e privado eficaz e bem direcionado.
. Cabe aos decisores políticos tanto viabilizar como obrigar a estes investimentos.
A revisão do CELE é uma oportunidade única para reforçar os incentivos e as obrigações que garantam o abandono rápido dos combustíveis fósseis e a descarbonização dos setores do CELE1.
Agenda
Abertura e apresentação dos oradores: Lidia Tamellini, CMW
O estudo e as suas conclusões, com foco na refinação, na siderurgia, no cimento e no alumínio: Öko-Institut
O que isto significa para a revisão do CELE: Wijnand Stoefs, CMW
Perguntas e respostas e encerramento
17 de novembro | 11:00 | Inscrições