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ZERO apela às muitas famílias que estão em isolamento em casa que ajudem na gestão deste recurso escasso.

O Dia Mundial da Água, em 22 de março de cada ano, procura alertar toda a população para a importância da água. O tema deste ano, indicado pelas Nações Unidas é “Água e as alterações climáticas “e explora como a água e o clima estão profundamente interligados. 

À medida que a população global cresce, cresce também a procura por água, que interfere no esgotamento de recursos naturais e danifica o ambiente em muitos lugares. As soluções incluem a proteção de sumidouros de carbono, como florestas, oceanos e zonas húmidas, a adoção de técnicas agrícolas inteligentes em termos de clima e o aumento da reutilização segura de águas residuais.

A água é nosso recurso mais precioso – devemos usá-la com mais responsabilidade. Precisamos equilibrar todas as necessidades de água da sociedade, garantindo que as pessoas mais pobres não são deixadas para trás.

Não podemos esperar! Os decisores devem colocar a água no centro dos planos de ação climática.

Portugal afetado pelas alterações climáticas

Uma das maiores vulnerabilidades do nosso país face às alterações climáticas é precisamente o termos de enfrentar secas mais frequentes, extensas e violentas com consequências diretas e indiretas como foram os incêndios em 2017.

Os dados mais recentes do Instituto do Mar e da Atmosfera mostram que 22,4% do território continental estava em situação de seca, 7,3% do qual estava mesmo em seca extrema. O Sul é a região mais afetada, em particular no Baixo Alentejo e o Algarve. Efetivamente, vários modelos climáticos apontam para uma diminuição da precipitação em Portugal Continental, com valores de redução ao longo deste século de 10% no Norte e 40% no Sul. 

Mais do que insistirmos em barragens que também impedem que a água doce chegue aos estuários e nos garanta a sobrevivência destes importantes ecossistemas, é fundamental apostarmos na seleção diversificada de culturas agrícolas com um uso de água eficiente, já que é este o setor responsável pelo maior consumo (75%) e também desperdício (40%).

As três principais medidas selecionadas pela ZERO para as famílias em casa

Em tempos difíceis devido às medidas implementadas de isolamento associadas á covid-19, a ZERO seleciona as três medidas mais importantes para garantir um uso doméstico sustentável da água em casa e para garantir também que com mais pessoas em casa a conta da água não atinge valores exagerados.

A mais importante – Poupe água nos banhos

Os chuveiros tradicionais têm um consumo de água, em média, de 13 litros por minuto, sendo no entanto muito mais reduzido, na ordem dos 6 litros por minuto, se for um chuveiro eficiente com um redutor de caudal. Se o duche for mais rápido e não se deixar correr a água enquanto se ensaboa, a poupança é muito considerável. Pode também ter um balde na casa de banho para aproveitar a água que sai do chuveiro enquanto não aquece, podendo-lhe depois dar uma utilização diversificada.

Gerir bem as torneiras e o autoclismo

41% do uso doméstico da água é no funcionamento das casas de banho (28% autoclismo), sendo que a higiene pessoal é responsável por 37%. Se lavar bem as mãos é um imperativo, fechar a torneira enquanto ensaboa e evitar desperdícios é essencial. No autoclismo, se não têm descarga dupla, deve reduzir o volume de cada descarga colocando um objeto volumoso no depósito (uma garrafa cheia de água, por exemplo) ou, se o autoclismo o permitir, diminuir a descarga.

Máquinas de lavar roupa e loiça – só cheias

Pelo menos 10% da água consumida em casa está associada à lavagem da roupa e da loiça. Utilize sempre as máquinas da roupa e loiça com a carga completa. Se tem máquina de lavar loiça, prefira utilizá-la, dado que há modelos que gastam apenas cerca de 20 litros de água para uma lavagem completa. Escolha sempre sempre os programas económicos que demoram mais tempo mas poupam água e energia.