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Ministério não consegue contestar dados da ZERO que apontam para 15% de reciclagem de embalagens de plástico.

Em nota de esclarecimento à Comunicação Social divulgada hoje pelo Gabinete do Ministro do Ambiente e da Ação Climática em resposta a um comunicado da ZERO sobre a taxa de reciclagem das embalagens de plástico nos resíduos domésticos, o Ministério admite que “tem tido dificuldade no cálculo da quantidade de plástico” entre outras razões, porque “nem todos os embaladores (empresas) declaram efetivamente as quantidades de embalagens colocadas no mercado”. Situação que a ZERO há muito que tem vindo a alertar.

Por outro lado, o Ministério, neste comunicado, ignora o valor de 748 mil toneladas de embalagens de plástico existentes nos resíduos urbanos indicadas pela Agência Portuguesa do Ambiente à ZERO (que daria uma taxa de reciclagem e 15%) e continua a insistir no valor de 163 mil toneladas que se baseia apenas nas declarações feitas pelas empresas e que agora o Ministério vem reconhecer que não correspondem à totalidade das embalagens colocadas no mercado. 

Finalmente, o Ministério acusa a ZERO de fazer uma “mistura de conceitos e taxas de reciclagem”, no entanto a ZERO foi muito clara em dizer que os plásticos nos resíduos urbanos são 11,5%, a que correspondem a 600 mil toneladas e que, se a sua reciclagem foi de 72 mil toneladas (dados da APA), então a taxa de reciclagem foi de 12%.

Já quanto às embalagens de plástico, é a própria APA que diz que são 9,2% dos resíduos urbanos, ou seja, 478 mil toneladas, do que resulta que se oficialmente foram também recicladas 72 mil toneladas de plástico (dados da APA) isso corresponde a uma taxa de reciclagem de 15% e não 44%, como insiste o Ministério.

A pergunta que resulta é: onde está a mistura de conceitos e taxas de reciclagem que o Ministério refere?