Início » Volta a Portugal 2026: ZERO exige clarificação sobre etapa da prova que passa em zona crítica do Parque Nacional da Peneda-Gerês
A ZERO – Associação Sistema Terrestre Sustentável tomou conhecimento, através da apresentação do percurso da 87.ª Volta a Portugal em Bicicleta, de que a 7.ª etapa (13 de agosto, Vieira do Minho – Termas do Gerês) atravessa o Parque Nacional da Peneda-Gerês, incluindo a subida inédita a Germil e uma incursão em território espanhol junto à fronteira.
O Parque Nacional da Peneda-Gerês é a única área classificada como Parque Nacional em Portugal, integra a Zona Especial de Conservação (ZEC) Peneda/Gerês e inclui zonas de proteção parcial e total — como a Mata de Albergaria, classificada Reserva Biogenética pelo Conselho da Europa — sujeitas a regras específicas de circulação, acesso e uso do solo rústico, nos termos do Plano de Ordenamento do Parque e da Portaria n.º 31/2007.
A ZERO reconhece o valor de dar visibilidade internacional ao território do Gerês, mas sublinha que essa visibilidade não pode ser conseguida à revelia dos instrumentos de proteção que existem precisamente para salvaguardar este património único. A organização de um evento desportivo de grande escala — com caravana publicitária, viaturas de apoio, afluência de público e cobertura televisiva internacional — numa área nacional classificada levanta questões que exigem resposta pública e atempada:
Que autorizações foram solicitadas e concedidas pelo Instituto da Conservação da Natureza e das Florestas (ICNF) para a passagem da prova pelo Parque Nacional, incluindo pelas zonas de proteção parcial e total?
Foi realizada alguma avaliação de impacte relativo à perturbação sobre a fauna e habitats classificados?
Como se compatibiliza a circulação da caravana publicitária e viaturas de apoio com as restrições de trânsito em vigor nas vias florestais do Parque e com o risco de incêndio?
A ZERO solicitou à Federação Portuguesa de Ciclismo e ao ICNF esclarecimentos sobre esta situação e apela a estas entidades e também à organização da prova a tornarem público o traçado exato e a documentação de autorização referente à passagem pelo Parque Nacional, permitindo um escrutínio informado por parte da sociedade civil. Áreas protegidas não são um cenário disponível para qualquer evento: a sua classificação implica limites que têm de ser respeitados, sob pena de se esvaziar de sentido o próprio regime de proteção.
A ZERO continuará a acompanhar este processo e reserva-se o direito de solicitar formalmente ao ICNF e à tutela do ambiente esclarecimentos adicionais.
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