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Dia Sem Compras — 23 de novembro.

Comemora-se no próximo dia 23 de novembro, o Dia Sem Compras, criado à escala mundial por oposição ao Black Friday, para alertar para os excessos de consumo que levam ao desperdício e ao fomento do descartável e estão na base de uma economia (des)estruturada no crescimento ilimitado da utilização de recursos naturais que não existirão num futuro próximo.

A ZERO pretende chamar a atenção dos cidadãos e dos poderes públicos para a necessidade de se repensar o modelo de produção e consumo, dado o impacto que este está a ter na capacidade do Planeta para nos proporcionar qualidade de vida.

Alterações climáticas, perda de biodiversidade, fenómenos extremos, poluição, etc. são reflexos diretos do modelo de produção e consumo em que vivemos e não será possível reduzi-los sem uma alteração profunda na forma como a economia e a sociedade olham para os recursos naturais.

Apelos da ZERO para o dia 23 de novembro

  • Não desperdiçar comida em casa ou fora dela; a geração de desperdício, em particular de comida, atinge em Portugal os 97 kg/habitante/ano, o qual acaba muitas vezes nos aterros sanitários ou é incinerado
  • Refletir muito bem sobre a real necessidade de comprar algo; muitas vezes já temos mais do que necessitamos e devemos sempre ponderar a hipótese de pedir emprestado, alugar ou comprar em segunda mão, caso a necessidade exista mesmo.
  • Comprar produtos locais e da época; infelizmente nem sempre se privilegia os produtos locais e da época, havendo uma oferta de produtos oriundos de países distantes muito para além do que é desejável, muitos deles passíveis de serem produzidos no nosso país, desde que apoiados por políticas agrícolas públicas corretas.
  • Adquirir produtos de agricultura biológica; estudo recentes indicam que a consumo regular destes produtos ajuda a reduzir o risco de cancro, pelo que é urgente a sua disponibilização mais alargada e a preços mais acessíveis.
  • Optar por embalagens reutilizáveis, seja quando adquire bebidas, seja quando vai às compras (comprar a granel, levar as suas embalagens quando adquire comida em formato take away, etc.) e evitar embalagens desnecessárias; em 2014, cada um de nós produziu cerca de 36kg de plástico, 5 kg acima da média comunitária.
  • Optar por reparar os seus equipamentos elétricos e eletrónicos e procurar usá-los durante mais tempo; por exemplo, por cada 3 meses de utilização extra de um smarphone pode reduzir o consumo de recursos em mais de 10% ao ano.
  • Reduzir o consumo de carne para os valores preconizados pela Direção Geral da Saúde e pela Organização Mundial da Saúde: o consumo de carne, pescado e ovos deveria representar 5% da nossa roda dos alimentos, mas em Portugal representa 15%, com o consumo de vegetais, frutas, cereais e tubérculos e leguminosas em claro défice. Reduzir o consumo de proteína animal é uma das formas mais eficazes de reduzir a nossa pegada ecológica.