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Hoje, quinta-feira, 15 de abril às 21 horas (hora de Portugal), ZERO promove segunda sessão sobre “Amazónia para além do óbvio” em direto do Brasil.

Esta 5ª feira, dia 25 de abril, às 21 horas, a ZERO dinamiza a segunda sessão do ciclo de três webinars sobre a maior floresta tropical do planeta, intitulado “Amazónia para além do óbvio”.

Este ciclo de webinars faz parte da programação semanal da ZERO ao vivo no Facebook (https://www.facebook.com/ZEROasts) denominada “Meia-Hora de Bom Ambiente”, com respostas ao público que participa em direto no Facebook e com a gravação posteriormente disponibilizada no canal YouTube da ZERO.

Na Amazónia habitam e coexistem vários grupos sociais distintos entre os quais descendentes de africanos escravizados, extrativistas e indígenas. Alguns desses grupos ajudaram a transformar e a moldar a natureza Amazónica ao longo de centenas ou milhares de anos de muitas formas, incluindo o desenvolvimento de cultivos através da derruba e queima, a dispersão e propagação de sementes, e a domesticação de plantas.

A floresta social, chamemos-lhe assim, é profundamente dinâmica, gera conhecimento, filosofia, economia e meios e modos de vida. Nesta segunda sessão do ciclo ´Amazónia para além do óbvio´ daremos destaque às vozes da Amazónia e à floresta social.

Quem são estas às #vozesdaAmazônia? O que pensam e o que querem dizer ao mundo? Quais as riquezas e conhecimentos que preservam? Quais os riscos que enfrentam?

Este ciclo de três sessões está a ser conduzido por Frederico Brandão, doutorado em Geografia e cientista português do CIFOR-ICRAF (Center for International Forestry Research (CIFOR) and World Agroforestry (ICRAF)) baseado em Belém do Pará. Frederico Brandão é especialista em florestas tropicais, políticas de clima e cadeias de valor, e tem-se dedicado ao estudo e ao apoio ao desenho de políticas públicas para a Amazónia nos últimos oito anos. Frederico Brandão será o moderador deste segundo webinar dedicado a ouvirmos quem vive e trabalha na luta pela salvaguarda da Amazónia e que terá como convidadas, duas grandes referências:

Ângela Mendes – Coordenadora do Comité Chico Mendes e militante socioambiental, Filha de Chico Mendes 

Natural do Seringal Cachoeira em Xapuri, Acre, Angela dedicou parte da sua vida nos últimos 30 anos às causas socioambientais na Amazónia e à luta pela memória do legado do seu pai, Chico Mendes, na defesa dos povos da floresta. Especialista em gestão ambiental, participou e coordenou vários projetos e movimentos, incluindo o projeto Jovens Protagonistas da Reserva Extrativista Chico Mendes e o movimento de repactuação da Aliança dos Povos da Floresta.

A história dos seringueiros tem sido marcada pela resistência, perseverança e morte. O seu líder carismático e filho desta região, Chico Mendes, torna-se em 1987 no rosto da defesa da floresta Amazónica. Ao longo da sua luta pela preservação do ambiente e melhores condições de trabalho para os seringueiros, Chico Mendes foi alvo de ameaças de morte pela sua militância, principalmente ao ganhar notoriedade na política e respeito internacional. O sindicalista chegou a contar com escolta policial para garantir sua segurança. Viria a ser assassinado em 1988 e a sua filha Angela Mendes continua o seu trabalho hoje em dia.

Puyr Tembé – Presidente da Federação dos Povos Indígenas do Pará

Natural da TI Alto Rio Guamá, Pará, Puyr é um dos principais rostos do movimento indígena Amazónico da atualidade. Tem dedicado os últimos anos à causa indígena, através da sua participação na Federação dos Povos Indígenas do Pará e na iniciativa do Voz das Mulheres Indígenas pela ONU mulheres. É membro do executivo da União das mulheres indígenas da Amazónia Brasileira (UMIAB).