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Pedido foi feito hoje pelo Secretário-Geral das Nações Unidas, António Guterres, na Cimeira de Ambição Climática.

Na sequência do pedido hoje efetuado pelo Secretário-Geral das Nações Unidas, António Guterres, “para declararem estado de emergência climática nos seus países até que se atinja a neutralidade nas emissões de dióxido de carbono.”, o que já aconteceu em 38 países.

Neste sentido, e considerando que a Assembleia da República através da Resolução nº 125/2019, publicada a 29 de julho, refere a aprovação a 5 de julho de 2019 POR UNANIMIDADE no Parlamento da recomendação ao Governo para declarar o estado de “emergência climática”, a ZERO espera que esta intenção venha agora a concretizar-se.

A ZERO reconhece o esforço do Governo relativamente a um conjunto de políticas tendentes à neutralidade climática por agora prevista para 2050, mas considera que a par de uma Lei do Clima cuja discussão se deverá iniciar nas próximas semanas na Assembleia da República, a declaração do estado de “emergência climática” pelo Governo, deve fazer-nos lembrar que, apesar da grande crise atual de saúde pública, a maior ameaça deste século com custos dramáticos para todos os portugueses e para toda a humanidade e o planeta, em particular para as próximas gerações, são as alterações climáticas.

ZERO considera aumento do apoio aos países em desenvolvimento também é positivo, mas montante é ainda insuficiente

O discurso do Primeiro-Ministro de Portugal reiterou o que já é do conhecimento público: a intenção de se atingir a neutralidade carbónica em 2050, o impacte nas alterações climáticas de 85% do investimento em infraestruturas nos próximos anos, que a ZERO deseja que seja efetivamente um benefício ambiental, e o início do roteiro nacional para a adaptação climática 2100. A novidade foi o anúncio do aumento em 20 milhões de euros do apoio a países em desenvolvimento ao longo da próxima década, o que se traduz em cerca de 2 milhões euros por ano. A ZERO considera mais este passo como positivo mas insuficiente face ao desejável e comparável com outros países desenvolvidos, ponderando a nossa riqueza e população.

Estados Unidos da América (EUA) receberam o fóssil colossal de cinco anos

Por meio de um processo de votação, os membros da Rede Internacional do Clima (Climate Action Network), a maior rede mundial de 1300 organizações da sociedade civil em mais de 130 países que trabalham na área das alterações climáticas, de que a ZERO é o único representante em Portugal, escolheu os EUA como o vencedor geral do “Fóssil Colossal de Cinco Anos” para marcar o 5º aniversário do Acordo de Paris. Os EUA também ganharam um segundo prémio fóssil por “Não Fornecer Financiamento e Apoio”. A Austrália ganhou um prémio fóssil por ”Não Honrar o Compromisso de 1,5 °C”, e o Brasil ganhou dois prémios fósseis por “Não Proteger as Pessoas dos Impactos Climáticos” e “Não Ouvir as Pessoas e Reduzirem a Ação Cívica”.

Um “Fóssil Colossal de Cinco Anos” nunca pode capturar as profundezas da inépcia e danos dos anos da Administração Trump: da amplificação da negação das alterações climáticas ao desmantelamento das políticas ambientais domésticas e ao enfraquecimento do progresso em espaços multilaterais internacionais. Os prémios “Fósseis do Dia” foram apresentados pela primeira vez nas negociações sobre o clima em 1999, em Bona e são atribuídos diariamente durante e no final de cada Conferência anual das Nações Unidas sobre Alterações Climáticas aos países considerados como tendo contribuído mais para bloquear o avanço das negociações.